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 [Grand Chase] O Gladiador Imortal

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MensagemAssunto: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Dom 10 Jul 2011 - 1:07

Olá, pessoal!
Recentemente, comecei a trabalhar como aprendiz. Mas, eu as vezes não tinha nada a fazer, e depois de muita brisa, acabei criando essa fanfic. Se eu receber bastante comentários de vocês para continuar, eu continuarei. ;D

Se tiverem sugestões acerca da gramática, por favor me corrijam que eu mudarei na fanfic.
Espero que gostem!

Vamos começar...


Capítulo I – Cazeaje

"Enfim cheguei até aqui. Depois de passar por um árduo treinamento, enfrentar os mais diversos tipos de inimigos, tudo para alcançar Cazeaje, a bruxa que assola o meu reino e o de Serdin há séculos. Finalmente alcançaremos a libertação de nossos reinos."

-Finalmente te encontrei, Cazeaje!

Cazeaje, a bruxa, de forma ríspida e com um olhar nada amistoso, responde:

-Enfrente-me se for capaz, gladiador imprudente!

Sem esperar resposta, Cazeaje o ataca com bolas de fogo. Sieghart desvia dos ataques, rolando em ziguezague e se aproximando da bruxa. Um dos ataques passou raspando em sua capa, chamuscando a ponta direita dela. Brandindo sua lâmina, a Highlander, mira um golpe no tronco da bruxa, que é subitamente interrompido por um escudo mágico. Com o choque, Sieghart fica atordoado. Cazeaje, aproveitando-se da brecha, lança Sieghart pelos ares, com uma onda de choque, espatifando-se em uma rocha.

-É inútil, você não tem poder suficiente pra me derrotar! Tente na próxima reencarnação! - Esbravejou Cazeaje, aproximando-se do gladiador para atacá-lo.

-Não tenho poder? Vem pra cima, fracote! - disse Sieghart, confiante.

Cazeaje se aproximou e lançou uma esfera de energia negra na direção do gladiador. Ele, de súbito, pulou alto, utilizando magia para ganhar impulso. A esfera chocou-se contra a pedra onde estivera, desintegrando-se instantaneamente.

-Ai se isso me acerta... - Sussurrou Sieghart, com um tom preocupado. Ainda no ar, concentrou magia na lâmina e mirou a queda em direção ao crânio da bruxa, desenhando um longo corte negro no ar.

-RAAAAAAAAAAAAAAHHH! É O FIM!

O escudo mágico de Cazeaje entrou em ação novamente, aparando o golpe, mas não a magia contida na lâmina. O choque causou uma tremenda explosão, derrubando a bruxa ao chão e arremessando Sieghart dezenas de metros pra longe de Cazeaje, caindo de bruços no chão.

"Acho que destruí aquele escudo, é hora de fazer o selamento" - sieghart, dias antes de chegar ao esconderijo de Cazeaje em Arquimídia, recebera do rei de Canaban uma Runa Mágica, que fora criada pelo conselho dos Magos de Serdin. A runa, com o encantamento correto, poderia ser utilizada para selar uma alma, juntamente com o seu poder mágico. Era a única forma de derrotar a bruxa naquela situação.

Levantando-se pesadamente pro causa dos ferimentos, Sieghart observa Cazeaje, já recuperada do choque e conjurando uma enorme lança negra de energia, apontando-a em sua direção.

-Venha, caminhe para a morte, que é o seu destino! - A bruxa, levitando a tal lança com a mão, a arremessa com grande esforço em direção ao gladiador. A magia irradiada da lança, combinada com a dor dos ferimentos, bloqueou a reação do corpo de Sieghart - "Vamos, mexa-se, mexa-se, mexa-se! Eu posso fazer isso! Vamos!" - Ele fechou os olhos, de repente, do alto, viu a lança passar como um raio por baixo de si - "Eu pulei" - pensou ele, e caiu desajeitadamente no solo, sentindo cãibras em sua perna esquerda. Sem perder tempo, ele correu em disparada em direção a Cazeaje, ignorando as dores e a falta de forças, alcançando uma velocidade incomum. Cazeaje, disparando pequenas flechas de energia, ainda recuperava o grande poder mágico investido naquela lança - "Essa é minha brecha, ela não conseguirá conjurar outro escudo a tempo!" - pensava ele, enquanto esquivava velozmente dos disparos feitos pela bruxa.

Sieghart crava a runa na testa de Cazeaje. A bruxa, instintivamente, começa a golpear o tronco ferido do gladiador com socos combinados com magia, que continuou segurando seus calcanhares contra os golpes. Nisso, ele iniciou o encantamento para selar a bruxa.

- Aos deuses eu invoco esta magia: Ao vento que uiva nas tempestades, à luz esplendorosa que ilumina o caminho da justiça... – Ele parou por um momento, sentindo a dor dos vários ferimentos causados por Cazeaje.

-Você morrerá antes de consumar esse encantamento! – Berrou ela, já sentindo o enfraquecimento de suas forças, enquanto tentava largar-se de Sieghart.
-... à ira das chamas sagradas que ardem pela eternidade e à soberania do governante que rege as leis do mundo! Sele o infortúnio e a insanidade com o martírio dos malignos e envie-os até as profundezas do nada absoluto, para que lá permaneçam por toda a eternidade! AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH! – A runa começou a emanar uma luz ofuscante, e como última ação, Cazeaje em desespero, transforma seu braço em uma estaca com o resto de sua magia, e a enfia no coração do Gladiador.

- Não vou partir sozinha! Você caminhará para a morte finalmente, por causa de sua insolência! – a bruxa esbravejava. A runa abre um portal negro, que começa a drenar a magia de Cazeaje e logo, o seu corpo é sugado para dentro do portal, deixando um último aviso:

- O seu mundo viverá o Caos, este foi apenas o início de algo muito maior! Quando isto ocorrer, eu voltarei como a emissária do Caos! - estas palavras se dissolveram com uma leve brisa no ar, deixando Sieghart agonizando sua lenta e dolorosa ida em direção à morte. De joelhos, ele sente sua respiração arfar, o gosto do sangue em seus lábios, as forças de seu corpo se esvaindo rapidamente, dando tempo para apenas um último suspiro:

- Salvei o mundo do Caos, mas com o preço da minha vida... Enfim descansarei pela eternidade... – com estas últimas palavras, Sieghart expira, e seu corpo cai de cara para o chão em meio ao sangue rubro, que refletia a imagem do céu negro acima. Mal sabia ele sobre a bênção, ou maldição, que lhe seria dada a seguir.


Capítulo II – Um Prólogo

Séculos atrás, em terras ermas, surgira uma bruxa chamada Cazeaje. Seus poderes e sua soberania eram da mais profunda natureza obscura, a ponto de afugentar até mesmo os guerreiros mais corajosos apenas pelo medo.

Boatos e lendas sugeriam que ela viera de outro mundo, como um demônio, a personificação de todo o infortúnio das raças viventes, causando destruição e tragédia por onde passava. Com seu poder, Cazeaje logo tomou o controle de vários reinos, como os reinos até então em guerra de Serdin e Canaban, além de boa parte do continente de Bermësiah e todo o continente de Ellia. A todos que tentaram livrar-se da dominação tomaram como resposta a opressão e obliteração de suas forças, pelo exército maligno da bruxa. Até então, muitas pessoas dos povos subjugados já haviam perdido as esperanças de um novo amanhã.

No reino de Canaban, lar dos mestres espadachins e guerreiros, nascera Sieghart. Criado em meio à opressão da soberania de Cazeaje, nele fervia o forte desejo de desaparecer com esta maldição. Via seus pais e seu clã, de exímios guerreiros, sofrerem com a miséria e a submissão à rainha tirana. Ainda em sua infância, Sieghart entrou para o exército das forças rebeldes contra o Império Negro. Lá, descobriu a si mesmo como um excelente guerreiro, obtendo um desempenho melhor até de soldados mais experientes. Em batalha, provou-se ser ainda mais forte, obliterando exércitos inteiros com um poder sobrenatural. Logo, ele consolidou-se como general do exército da Aliança Serdin e Canaban, que partira para a derradeira tentativa de acabar com o domínio de Cazeaje.

Capítulo III – Imortal

Sieghart estava envolto em uma infinita escuridão. Não mais sentia seu corpo, apenas reconhecia que estava de certa forma, ainda vivo. A escuridão ficou turva, e tornou-se uma sequência de imagens. Eram lembranças que passavam como flashbacks, de vários momentos de toda a sua vida vivida até então. Um sussurro pairava pelo espaço, embora não conseguisse discerni-lo. Lentamente, o sussurro foi ficando mais alto, até se tornar uma leve voz:

- Acorde Jovem Guerreiro, acorde...

A doce voz o deixava calmo, em estado de êxtase, hipnotizado pela sensação de paz e serenidade.

- Os deuses tem uma oferta a você, jovem herói.

Ao ouvir isto, Sieghart tentou responder, porém, foi em vão. De alguma forma, estava impossibilitado de falar, podia apenas ouvir a doce voz e observar com os olhos do além as memórias de sua vida surgindo em flashes diante de si.

- Eu sou Gaia, a Deusa da Vida. Os deuses o observaram durante toda sua vida, principalmente pela sua última ação, bravo herói. Você é o primeiro, em séculos de tormento que ousou e teve sucesso em acabar com o infortúnio pelo qual as raças deste mundo sofriam, por causa de Cazeaje. Por sua ousadia, e por você ser um guerreiro único e de bom coração, os deuses te concedem este presente: a imortalidade.

Sieghart se impressionou com a oferta. Para ele, a ideia de ser imortal o fascinava. “Poderia lutar sem medo da morte, fazer tudo o que me fosse possível fazer e observar as mudanças do mundo por séculos a fio. Eu poderia viver sem se preocupar com o amanhã, pois eu estaria neste amanhã para mudar o mundo!” - Pensava ele. De fato, lhe parecia divertido.

Percebendo que a deusa o esperava para refletir, mas ainda não lhe concedeu a sua capacidade de falar, apenas observou Gaia, envolto por sua serenidade, até que ela lhe disse:

- Se aceitar esta oferta, jovem guerreiro, esteja preparado para assumir este fardo: viva eternamente, vendo sua família, amigos e paixões serem levados pelo tempo, morrendo naturalmente enquanto você os observa em seu tormento contra a morte. Viva submisso à missão de proteger este mundo do caos, em nome dos deuses, por toda a eternidade. Derrote seus inimigos, trazendo a eles a morte, mas eles continuarão a te atormentar em sua mente, com as almas arrependidas de seus feitos passados, pela vida que deixaram para trás, e o ódio jogado contra você. Estas são as coisas que te acompanharão para sempre, além de outras mais. Darei-lhe tempo para pensar melhor, e se tiver algum questionamento, este é o momento para expô-lo, jovem guerreiro. – Ao finalizar estas palavras, Gaia estala os dedos, e Sieghart percebe que sua voz voltara.

-Eu... Aceito! E viverei para proteger este mundo pelos séculos que vierem. – Respondeu ele, vislumbrando em seus pensamentos o que não fizera em vida e o que poderia fazer agora.

- Está selado o acordo, jovem herói. Os deuses dão a você as suas mais sinceras saudações como o novo Imortal. Você será levado agora para Xênia, a terra sagrada dos deuses que é separada deste mundo. Lá, você será apresentado a cada um deles e iniciará o seu treinamento duradouro, no qual, de acordo com seu desempenho, irá se tornar mestre nas mais diversas instâncias de combate. Você também será requisitado pelos deuses, se necessário, para lutar em nosso nome aonde for. Isso é tudo. O levarei agora para que tenha a honra de conhecer a terra sagrada.

Gaia desaparece em meio a uma luz ofuscante, deixando o gladiador só, envolto pela escuridão. De súbito, a sua visão e sua mente começam a enevoar-se, e ele apaga deixando-se ser levado pelo poder arrebatador da deusa.

• • •

No castelo de Cazeaje, o corpo do gladiador jazia agora no mar de sangue que logo foi encontrado pelos sobreviventes do exército da Aliança. Os homens, ao verem seu bravo comandante morto e mais nenhum sinal da presença maligna da bruxa, entraram em uma alegria intensa, mas ao mesmo tempo, melancólica, entoando canções épicas sobre a liberdade alcançada e a bravura, coragem, e destreza deste herói que libertara seus povos do caos.

Após dias de viagem de volta para Canaban com o corpo de Sieghart, os sobreviventes do exército se depararam com uma nova Canaban. Libertas do poder opressor de Cazeaje, as pessoas do reino tinham a felicidade da qual não se via há séculos estampada em seus rostos. Até mesmo os animais das florestas e fazendas ostentavam estar mais cheios de vida do que antes!

Sieghart fora velado como uma lenda. Houve uma cerimônia especial em sua homenagem, com a participação do povo e a Casa Real de Canaban, com o Rei e a Rainha e um longo discurso sobre tudo o que ocorrera, contado pelos sobreviventes da batalha. As notícias dos atos finais do gladiador ecoaram por vários reinos no mundo. Sieghart tinha apenas dezesseis anos no dia de sua morte. E agora, esta idade se permaneceria para sempre com sua imortalidade.

Capítulo IV – A Terra Sagrada

Um céu azul resplandecente brilha acima, com o sol em seu pico de luz. Várias aves, muitas nunca antes vistas, permeavam as nuvens, realizando as mais variadas acrobacias aéreas. No horizonte, podia-se ver um distante castelo, envolto por uma névoa cinzenta. Olhando para o oeste, Sieghart vira no horizonte uma drástica mudança de paisagem: ao longe, do lado da grama, havia solo cheio de cinzas vulcânicas e lava fumegante, ainda em processo de solidificação. Toda aquela terra, com suas mudanças abruptas de paisagem transmitiam uma sensação de irreal, mas ao mesmo tempo, sentia que todos aqueles ambientes peculiares conviviam em harmonia, como se fossem naturais a calma e a tranquilidade.

Enquanto ainda contemplava a paisagem, a deusa Gaia logo surge em sua frente subitamente. A presença da deusa tornava todo o ambiente mais vivo, como se todo o fôlego da vida fluísse de seus longos cabelos loiros.

- Venha, lhe apresentarei à Primeira Divindade, Thanatos. Ele administra e rege o nosso mundo com suas leis. Ele lhe saudará e lhe apresentará o que for necessário. – disse a deusa, enquanto caminhava a um passo suave por uma estrada feita de pedras de platina.

- Como pode tantas paisagens tão diferentes estarem assim lado a lado? Em nenhum lugar vi coisa parecida como aqui. – indaga Sieghart, ainda boquiaberto pela tamanha variedade de seres vivos exóticos e as diferentes paisagens no horizonte.

- Bem, cada paisagem deste mundo é o domínio de uma das Divindades, e este campo de grama, no qual estamos, faz parte do meu. Todos estes ambientes, tão diferentes entre si, coexistem desta forma porque o poder e soberania de cada Divindade estão em equilíbrio em relação aos outros. Se este equilíbrio desaparece, bem, não é muito legal ver uma destruição maior do que a que se vê nos piores dias do seu mundo, jovem guerreiro.

Destruição... Caos... O fim de tudo... Ponderou Sieghart. Após alguns minutos numa silenciosa caminhada, exceto pelo barulho das aves e seres estranhos ao gladiador, subindo uma montanha pela estrada de platina, no cume, chegaram à entrada de um imenso palácio, tão grande quanto uma cidade. Ele reluzia ao sol, ofuscando a visão de Sieghart com sua decoração e acabamento feitos dos mais diversos tipos de pedras e metais preciosos, além de outros que não conseguia reconhecer, mas que eram até mesmo mais belos do que os materiais encontrados em seu mundo.

Ao entrarem no palácio, Sieghart vira que ele era ainda mais esplendoroso por dentro. Uma grande ala se dirigia ao centro do palácio, com o teto decorado com uma representação do céu que parecia estar viva. De cada lado da grande ala, enormes pilares com adornos em ouro, representando imagens de histórias de outrora: os feitos realizados pelos deuses e seus seguidores ao longo dos milênios. No chão, havia entalhes de símbolos arcanos e outros que Sieghart não conseguia identificar. De dentro dos símbolos emanava uma luz em vários tons de azul, mantendo o caminho bem iluminado, além de sua beleza bem peculiar.

Ao lado de cada enorme pilar, havia uma entrada para um corredor, cada um deles levando aos vários aposentos daquele palácio. Caminhando mais adiante, Sieghart via ao longe um trono. Ao chegar ao salão principal, acompanhado por Gaia, viu que o trono era maior do que imaginava: devia ter no mínimo três metros de altura, fora dos padrões para uma pessoa. Ao olhar para trás, viu a deusa Gaia fazer uma breve reverência. Ao tornar o olhar novamente para frente, estava nele um gigante, sentado com um olhar inquisitivo, observando-o ainda em devaneio.

- Seja bem-vindo, jovem imortal. – disse o homem. Sua voz reverberou pelo salão como um trovão. – Eu sou Thanatos, a Primeira Divindade. Represento o poder absoluto e a ordem do universo. – O deus tinha cabelos prateados e lisos, além de trajar uma armadura exótica, que o fazia parecer uma espécie de monstro. Além disso, era tão grande quanto o torno em que estava sentado, senão maior, fazendo Sieghart parecer uma formiga diante de um tigre. – Como pode ver, este é o Templo da Sintonia, que faz parte dos meus domínios aqui na Terra Sagrada. Desde o princípio das raças, nós, as Divindades, observamos os atos que guerreiros como você, fazem pelo bem não só de seu povo, mas do mundo como um todo. Neste tempo, você é o mais novo chamado para fazer parte do clã imortal, os Highlanders.

Após Thanatos dizer isto a Sieghart, um homem de cabelos castanhos lisos, corpulento, trajando uma túnica, calças e botas de cor preta e uma espada de pequeno porte na cintura aproxima-se a um passo calmo até onde estavam reunidos.

- Vossa alteza... – Disse o homem, fazendo uma reverência – Este é o novato?

- Olá, Aegor. Este é Sieghart, nosso mais novo herói. Baniu Cazeaje de volta ao seu mundo, mas morreu em virtude disto. Sieghart, este é Aegor, ele será o seu tutor dentro dos Highlanders e lhe designará suas futuras missões.

- Oie... – Os dois se cumprimentam com um aperto de mãos e uma troca de sorrisos. Sieghart ainda permanecia sem ter o que dizer, por motivos que ele mesmo não sabia até Thanatos interver e quebrar o breve silêncio:

-Irmã Gaia, acompanhe-os até a saída, pois tenho assuntos a tratar. Bem, vejo vocês em outro momento, jovens heróis, e mais uma vez, bem-vindo, Sieghart. – Thanatos desaparece do salão, tão subitamente quanto apareceu, deixando-os.

- Bem, venham, guerreiros. Vocês terão muito o que fazer, principalmente você, Sieghart. – Gaia os leva até a grande entrada do palácio e despede-se: - Também tenho assuntos a tratar, heróis. Até outro momento, e boa sorte a vocês.

- Até mais, vossa alteza. – Despediu-se Aegor, com uma reverência.

- Até, vossa... alteza... – Disse Sieghart, fazendo o mesmo.

Gaia desaparece, deixando apenas uma luz de vagalume como rastro.

- Vamos, vou te levar aos aposentos dos Highlanders. Vamos ter uma longa caminhada, então, me conte um pouco sobre você. – Disse Aegor, mantendo o passo pela estrada de platina.

Sieghart então começa a contar um resumo de sua vida, com ênfase nas principais batalhas que disputara, mas uma em especial chamou a atenção de Aegor:

- “... houve uma luta, que me ocorreu quando eu estava a caminho do covil de Cazeaje. Os homens de meu exército estavam separados de mim, estava só e rodeado de soldados da escuridão, mercenários e outros inimigos. Deviam somar mais de cento e cinquenta soldados. Era mesmo uma armadilha para me matarem ali mesmo. Então, fiz o que fiz: tentei confrontá-los mesmo sabendo que ia perder. Mesmo eu matando vários deles, mais apareciam, até um momento em que fiquei completamente cercado.”.

- “Estava a ponto de recomeçar o ataque quando, em meio àquilo tudo, fui tomado de um frenesi intenso. Em minha mente palpitavam palavras como Sobreviva! Mate! Dilacere! Destrua! Seja insano! Mate... Quando estas palavras acabaram, eu fiquei desacordado, e quando voltei a mim, estava caído no chão sem nenhum ferimento, mas com um cansaço extremo. Levantei-me com muito esforço e vi todo aquele exército de soldados caído ao chão, alguns com membros dilacerados, mortos das maneiras mais horrendas possíveis. Além disso, o lugar estava todo destruído, como se houvesse tido uma grande explosão ali. Só quando vi que não havia mais ninguém vivo ali e que minha lâmina estava toda ensanguentada e danificada em minhas mãos é que eu me dei conta de que fui eu quem fez aquilo tudo.”.

- Bem, sobre este seu surto inconsciente eu não sei o que falar... É muito estranho, até mesmo pra mim, que treino guerreiros há mais de oitocentos anos. – Disse Aegor, em tom pensativo. – Talvez seja alguma fonte de magia latente, que ativou independentemente de sua consciência. Mas, fora isso, não consegue se lembrar de mais nenhum detalhe, Sieghart?

- Hm... Realmente, não lembro mais do que isso. – Ponderou Sieghart.

- Entendo... Caso isto aconteça novamente, me avise que eu falarei sobre isto com os magos de Xênia, eles devem obter alguma resposta.

- Pode deixar.

Seguiram caminhando por mais alguns minutos, por dentro de uma densa floresta com tipos variados de árvores até chegarem a uma clareira no topo de uma colina. Lá, Sieghart vislumbrou uma grande casa, cercada por um pequeno muro baixo feito de blocos de mármore. A casa tinha três andares e um pequeno terraço livre para quem quisesse subir. Era feita também com blocos de mármore branco, com janelas de madeira e uma pequena escadaria até a entrada principal, com duas grandes portas feitas de carvalho adornadas com detalhes de bronze e prata. Elas estavam abertas. De lá de dentro, ouvia-se vozes de conversas calorosas, sons de aço batendo em aço e alguns berros. Sieghart e Aegor pararam perto da entrada.

- Venha, lhe apresentarei agora aos seus novos amigos! – Disse Aegor, com um sorriso firme no rosto.


Capítulo V – Os Highlanders

Ao entrarem na sala, Sieghart vira que eram poucas pessoas, não mais do que cinco, mas que faziam um barulho como se fosse um grupo maior. Havia uma grande mesa no centro da sala, com várias cadeiras dispostas ao redor. No lado esquerdo havia uma anã, que estava lendo papiros e pergaminhos velhos, com suas bochechas rosadas e rechonchudas. No lado direito, na cabeceira, sentava-se um elfo, trajando roupas de tecido nobre enquanto mordiscava uma coxa de frango. Ele possuía um longo cabelo branco, olhos discretamente amarelos, além de suas orelhas pontudas. No centro, sentava-se um anão, que Sieghart quase não o via por causa do enorme javali assado que ocultava sua baixa estatura. Perto de uma lareira, num espaço mais amplo, ainda havia dois humanos, um homem e uma mulher lutando avidamente com espadas de aço que estavam sem corte em suas lâminas. O anão, desviando os olhos amendoados da comida, foi o primeiro a notar a presença de Sieghart e Aegor na sala:

- Hoe! Aegor! E aí? Este é o novato?

- Olá, Griff, este é Sieghart, nosso mais novo imortal. Sieghart, este é Griff.

- Prazer, Griff. – disse Sieghart, estendendo o braço para um aperto de mãos.

- Seja bem vindo, Sieghart. Como vê, o pessoal tá meio disperso, mas são boa gente. Ei, vocês, venham cumprimentar o novato! – O anão finalizou o cumprimento e olhou em direção ao homem e a mulher que treinavam com as espadas. O elfo e a anã estavam agora à frente de Sieghart, lado a lado.

O elfo era mais alto do que Sieghart esperava. Ele teve de olhar um pouco para cima para poder encará-lo, que estendeu a mão para cumprimenta-lo:

-Saudações, eu sou Zeke. Esta ao meu lado é Asuka, a maga anã. Seja bem vindo à nossa casa, que agora da qual você começa a fazer parte. – após cumprimentar Zeke, Sieghart dirigiu saudações à anã, tendo que baixar o olhar para encará-la. Terminados os cumprimentos entre eles, a mulher e o homem que Griff chamara entram no círculo e Aegor os apresenta:

- Estes são Mandell e Mayra. – Sieghart os cumprimentos com firmes apertos de mão e sorrisos. Apesar do suor e dos hematomas, os dois não aparentavam nenhum cansaço ou dor.

- Bem, pessoal, vamos nos sentar e colocar o papo em dia, além de conhecer um pouco mais do novato e ele conhecer mais de vocês. Vejo que já mordiscaram a comida antes de nós chegarmos, mas não importa. Sieghart fique à vontade e sirva-se. – Aegor e o grupo tomaram seus lugares à mesa e Sieghart logo em seguida.

Havia uma enorme quantidade de comida na mesa e logo começaram a se fartar do banquete. Havia de tudo, desde espécies de fungos comestíveis, como cogumelos, até pratos marinhos, como polvos, lulas e camarões. A princípio, Sieghart achou que apenas aquelas sete pessoas não seriam suficientes para comer toda aquela comida, porém, enganou-se. Ficou espantado com a quantidade de alimento que cada um comia, e até consigo mesmo percebeu que comeu bem mais do que costumava comer. “Deve ser algum efeito colateral.”, pensou ele, mas mesmo assim, continuou a empanturrar-se com mais comida.

Após todos comerem, ainda sentado à mesa Aegor sugeriu a Sieghart que contasse sobre o que fez para virar imortal. Contara a mesma história que contou a Aegor, mas agora com mais alguns detalhes, enquanto os Highlanders o ouviam. Nada sobre seu recente surto inconsciente foi mencionado a eles, embora Aegor soubesse. Aegor então compreendeu que Sieghart iria deixar aquilo para investigar sozinho. Após terminar, Sieghart viu que eles não se impressionaram muito. Zeke, o elfo, ao ver que Sieghart parecia um garotinho envergonhado, disse:

- Desculpe a nós se não ficamos muito surpresos, Sieghart. É que, nós, como Highlanders, e com um extremo poder, estamos acostumados a fazer coisas semelhantes ao que você fez por muitas gerações. O que mais me impressiona, e creio que os outros também tenham visto isso, é o fato de você ser um grande guerreiro com uma idade muito jovem para os padrões de sua raça.

- Ah, entendi... – respondeu. “É lógico, são imortais, e já ouvi falar de alguns deles, são lendas! É meio óbvio que já devem ter salvado o mundo incontáveis vezes...” repreendeu a si mesmo. Apesar disso, Sieghart começou a sentir-se mais tranquilo e à vontade naquele grupo.

- É, você já falou sobre si para todos aqui. É justo que eu fale sobre mim também. – Zeke interviu para começar a contar sua história.
Zeke vivia nas terras élficas de Eryuell desde muito antes da formação consolidada dos reinos de Serdin e Canaban, algo em torno de mil e duzentos anos até este tempo. Desde aquela época, quando se tornou um dos imortais, tinha pouco mais de cinquenta anos, um elfo recém-saído de sua adolescência, algo comparado a um humano de vinte e três anos. Asuka, a anã, foi simplesmente a melhor maga que a raça dos anões já vira. Foi responsável por muitas das guerras vencidas dos anões em sua época, ajudando tanto em batalha quanto em desenvolvimento tecnológico. Mandell é nativo das terras desérticas de Áton. Era o melhor guerreiro dos povos nômades, e morreu lutando bravamente para proteger seu povo de criaturas horrendas que encontraram pelo deserto, seres que não se pareciam com nenhuma espécie já vista no mundo. Estava há mais de duzentos anos como imortal. Mayra foi uma lendária cavaleira oriunda das terras do oeste do continente de Bermësiah. Sieghart ouvira falar dela, conhecida como a Cavaleira do Vestido de Aço, pois toda vez que ela lutava, sempre usava uma espécie de vestido-armadura, tão eficiente quanto as armaduras tradicionais, além de ser talvez a melhor mulher espadachim que já existiu. Griff veio da cidade capital dos anões, Mjölnir, e vivia como um ferreiro, mas não um simples ferreiro. Tinha habilidade de fabricar armas não só inusitadas, como também as melhores armas já conhecidas. Espadas, montantes, martelos de batalha, machados e muito mais ele já fabricara. Estava com os outros Highlanders há mais de trezentos e vinte anos, embora não revelara o que teria causado sua morte para estar ali.

Após mais algum tempo de histórias contadas e boatos desmistificados, Aegor se retira da mesa, caminhando em direção à escada que levava aos aposentos nos andares superiores. Sieghart permanecia quieto e observava as conversas do grupo que agora se tornaria o que mais se aproximaria de uma família para ele. Viu que eles falavam de suas recentes batalhas. Não tão recentes, para ele, depois de ouvir que eram coisas de muito tempo atrás, algo como vinte ou trinta anos, e até mais além. Com isso, percebeu que eles não se encontravam havia há muito tempo, e que passariam um bom tempo contando e ouvindo suas aventuras.

Enquanto os Highlanders conversavam, Sieghart ouviu um assobio baixo. Aegor, ainda na escada, chamava-o. Levantou-se da mesa e foi até ele:

- O que foi?

- Vamos subir. Quero te mostrar uma coisa.

Subindo a velha escada de madeira, chegaram a um corredor permeado por algumas portas de cada lado. No fim do corredor, estava aberta uma pequena janela, e alguns galhos da árvore do lado de fora tapavam a visão. Chegaram até a porta ao lado dessa janela.

- Essa casa é muito grande para um grupo de seis pessoas... Não, sete, agora com você. Temos mais de dez quartos, e cada um possui um. Sinta-se à vontade para escolher, desde que não seja o meu ou o dos outros, heheh. – Disse Aegor – Mas e aí? O que achou do pessoal?

- Já tinha ouvido falar de alguns deles, suas histórias são muito contadas em Canaban. Exceto o Zeke, ele é o primeiro elfo que eu vejo...

- Ah, considere isso uma raridade. Zeke, se não estou enganado, é o segundo elfo a se tornar imortal até esta época. Não sei o porquê de ter tão poucos elfos imortais, mas algo me diz que é porque eles são uma raça que pode viver bem mais do que as outras, além de já serem dotados com alta capacidade física. Além disso, os elfos não são muito famosos por seu heroísmo, mas sim por ser uma raça que faz o máximo para proteger a natureza.

- Hm... Entendo.

- Não fosse por ele aqui, acho que você só veria um elfo se fosse enviado para uma missão nas terras deles, o que ultimamente não tem acontecido muito. Eles conseguem lidar bem com seus problemas. – Disse Aegor, abrindo a porta e entrando, com Sieghart logo atrás.

O quarto tinha um ambiente muito acolhedor. Na parede esquerda, havia uma lareira, e em cima desta, estavam penduradas algumas espadas dos mais variados tipos. Pareciam não serem usadas em lutas, mas sim como decoração. De cada lado da lareira, havia um sofá, estofado com pele de carneiro, e entre eles, havia uma mesa baixa de madeira. Em cima da mesa, havia um enorme objeto embrulhado em um tecido escarlate. De debaixo do tecido, por uma das extremidades, se projetava um cabo, como se fosse de espada, só que mais longo, com uma cinta presa na ponta por uma fivela dourada. Do outro lado do quarto, havia uma cama, bagunçada com cobertores de pele deixados de lado, além de uma estante com pergaminhos e grimórios mofados pelo tempo. O piso de madeira abaixo dos pés de Sieghart estava coberto com um tapete de pele escura, aparentemente, de urso. Havia ainda um criado-mudo ao lado da cama, e entre o criado-mudo e a parede com a lareira havia uma janela aberta, de onde se podia ver morro abaixo em direção à floresta. Ao lado da porta, havia uma escrivaninha, e em cima desta, estavam algumas lâminas de espadas velhas e enferrujadas, fora alguns cabos de madeira. “Tem alguma coisa bem interessante ali...” - A atenção de Sieghart se desviava da simplicidade do quarto em direção ao objeto embrulhado com o belo tecido escarlate em cima da mesa baixa.

- Fique à vontade, sente-se. – Aegor sentou-se no sofá à esquerda da mesa.

Sieghart sentou-se do lado oposto, e observava com curiosidade o enorme objeto em cima da mesa, até perguntar:

- Pelo que eu vi, eles conversavam sobre muitas coisas passadas, como não se vissem há muito tempo. Vocês se separam muito?

- Nos reunimos de tempos em tempos, pode ser a cada mês, a cada semana, a cada ano, ou até mesmo a cada década, depende do andamento da tarefa de cada um. Ficamos aqui por algumas semanas ou dias, e então, de acordo com o que surge de ameaça às raças que eles não conseguem resolver por si sós, somos enviados para combater essas ameaças. Geralmente, vamos em duplas, já que surgem vários problemas ao redor do mundo de Ernas. – Aegor curvou-se para frente e começou a retirar o tecido escarlate que cobria o enorme objeto sobre a mesa. Do modo como Aegor retirava o pano de debaixo dele, parecia pesado. Retirou o tecido colocando-o de lado, e revelando uma bela montante de batalha.

Uma montante... espera... não é uma montante qualquer, tem algo de diferente nela...” Sieghart olhou a arma com afinco. A base da espessa lâmina era feita de um metal negro, mas que refletia bem a luz e dava um toque sombrio, enquanto se estendia até quase a metade do comprimento da lâmina. De cada lado da base, estava cravada na lâmina um grande rubi, cintilando em tons de vermelho, e destes, partia um entalhe largo, subindo pela lateral da lâmina até os dois entalhes se encontrarem no topo. O entalhe estava preenchido com grãos de rubi moído, e produziam um efeito de brilho-pérola vermelho muito cintilante. A lateral da lâmina era preenchida com um preto opaco, cravejado sutilmente com os grãos de rubi do entalhe, produzindo o mesmo efeito que este, mas em menor intensidade. O gume brilhava com um tom de prata polido, e dependendo do ponto de vista de quem observava, era possível enxergar tons de vermelho no prata reluzente. O centro da lâmina, acima do metal da base, era permeado por uma cavidade, que se estendia quase até o entalhe de rubi moído, na ponta. No centro da cavidade, havia uma finíssima haste feita com o mesmo metal usado para a base, e na ponta desta, havia uma pequena pedra de rubi, cintilante. A arma dava a impressão de imponência, poder e beleza. E Sieghart sentia não só isso, mas o imenso poder mágico que ali estaria inerte.

- Nossa... É muito... Bonita... Essa não é uma montante normal. Dá pra sentir que ela esconde muito poder. – Disse ele, ainda surpreso.

- Bela percepção. Realmente não é uma simples montante. Ela é chamada de Solluna. E é a arma usada pelo representante principal do poder das Divindades entre os Highlanders, o Prime Knight. – Aegor levanta a arma com uma incrível facilidade, colocando-a em pé no chão. Tinha praticamente a mesma altura de Sieghart, ao mesmo tempo em que chegava à altura dos ombros de Aegor.

- É maior do que eu pensava... Mas deve ser leve, pelo jeito como você a levantou. Posso tentar? – Apesar de surpreso com o tamanho, Sieghart estava confiante quanto ao peso.

- Tente... Mas não vai ser fácil... Hehehe. – Aegor estende o cabo da enorme arma para Sieghart, este, ao sentir o aço frio, empolga-se ainda mais.

Quando Aegor soltou a Solluna, Sieghart sentiu o peso da arma. Respirou fundo, preparou as duas mãos, e com força, tentou erguer a montante. Soltou um grunhido e fez mais força. Nem um centímetro do chão. Girou e apoiou a arma nas costas, enquanto puxava para cima com os dois braços. “Eu tenho que levantar isso! Não pode ser tão pesado assim, senão como ele poderia levantar essa montante como se fosse uma simples espadinha?” Puxou com ainda mais força e sentiu a arma pender nos braços, tencionando ao máximo seus músculos de garoto. Tentou puxar mais, porém não conseguiu, e seus músculos já estavam perdendo as forças, até que eles cederam de repente e ele deixou a enorme arma cair ao chão, e caindo em cima dela.

- Ai... Argh!! É pesada... Mesmo. – Disse ele, arfando, enquanto tentava se levantar.

- Hahaha! Eu te avisei. – Ainda aos risinhos, Aegor ajuda Sieghart a se levantar, e levanta a Solluna do chão.

- Como é que você consegue lutar com isso? É bem mais pesada do que as poucas montantes que eu já tinha visto em Canaban.

- Por isso que ela não é uma montante normal. É mais pesada porque é feita de materiais diferentes dos que são encontrados em Ernas, exceto as pedras preciosas. Não só de materiais diferentes, foi feita de forma diferente também, pelas Divindades, de modo que não é qualquer um que vai saber usá-la corretamente. Ah, e uma coisa também: ela se divide em duas. – Aegor puxou o suporte de um dos lados da lâmina que parecia ser um cabo de espada, da mesma forma que o cabo principal, e como se fosse mágica, Sieghart viu a montante se dividir em duas: o corpo principal, e a segunda lâmina, destacada do corpo principal da Solluna e que era do tamanho de uma espada comum.

- Agora, esta é chamada Sol. – disse ele, mostrando o corpo principal da Solluna. – E esta, é chamada Luna. – Estendeu para a direita a lâmina menor. – Juntas são a Solluna. – Com a mesma facilidade com que destacou a lâmina menor, Luna, reencaixou-a de volta no corpo principal, Sol, voltando a Solluna ao seu estado original. – A origem do nome Solluna se deve ao Sol e a Lua.

- Interessante... Mas você ainda não me respondeu à minha primeira pergunta. E também, como é que você consegue juntar e separar as duas partes tão rápido? E ela não chega a se desmontar durante uma luta real? – Indaga Sieghart.

- Força do hábito. E magia. Com o treino, você logo se acostuma e por instinto, sabe exatamente como reencaixar as duas partes de forma rápida. E a magia é usada para manter elas unidas, sem se desmontar durante uma luta, a não ser que eu queira. Ah, e quanto à sua primeira pergunta, tive que treinar muito para adquirir força para segurá-la com facilidade, apesar de que nós, os Highlanders, quando nos tornamos imortais, Gaia nos deu um bom aumento em nossas capacidades físicas.

- Mas se Gaia aumentou minha força, por que é que eu não consegui empunhar a Solluna?

- É como eu te disse Sieghart. Apesar desse aumento de força, você ainda tem de desenvolvê-lo para se adaptar ao peso. Além disso, tive que fazer outro treinamento para conseguir me deslocar rapidamente com ela em mãos. Em outro momento eu te mostrarei como é lutar com essa arma.

- Hm... Entendi... Além da força física, tem mais alguma coisa que a deusa Gaia mudou no meu corpo? Não sei se estou enganado, mas no almoço comi bem mais do que eu estava acostumado. – Perguntou Sieghart, ainda impressionado com a tamanha quantidade de comida que devorou no almoço mais cedo.

- Então você percebeu. Nós, os imortais, realmente precisamos comer mais do que pessoas normais. Apesar das divindades não explicarem isso direito, acho que é para suprirmos esse aumento na nossa força física e mágica, já que passamos a gastar bem mais energia do que antes. Pra você ter uma idéia, antes de você chegar, aquela mesa lá no salão estava cheia de comida e você viu que mesmo depois da sua chegada nós ainda servimos mais outro banquete. Mas relaxe, que apesar disso, ainda podemos passar longos períodos sem comer.

- Hehe... Ah, e quanto à aparência? Pelo que eu ouvi a maioria do pessoal aí já esta com mais de cem anos e não tem nem sinal de velhice.

- Estamos bem conservados, não acha? – Aegor soltou um risinho – Depois de tornados imortais, a aparência e a idade do nosso corpo são “congeladas”. Logo, a aparência dos Highlanders hoje é a mesma que eles tinham antes de se tornarem imortais. Por causa disso, nós temos que tomar cuidado para não sermos reconhecidos quando voltamos à Ernas, principalmente os imortais mais novos, pois todos pensam que estamos mortos ou desaparecidos. Depois veremos como vamos fazer para mascarar sua aparência. – Aegor estava recobrindo a Solluna com o pano carmesim, e olhou para fora da janela entre a lareira e o criado-mudo, observando o céu colorido de um púrpura extasiante. – Já está anoitecendo. É hora de ajeitar as coisas para dormir. Amanhã vamos ter um pequeno treino matinal, então, durma cedo! – Após deixar a Solluna na mesa, Aegor despiu-se das botas pretas, colocando os pés suados no chão.

- Certo. Então, vou indo. E ainda tenho que escolher um quarto... hehe. Gostei da Solluna. Espero que algum dia eu veja você usá-la, deve ser interessante. – Sieghart se levantou do sofá de peles, dirigindo-se à porta do quarto.

- Com certeza verá, Sieghart. Teremos tempo de sobra depois para que eu possa te fazer uma demonstração. Boa noite. – Aegor acompanhou Sieghart até a porta, deixando-o sair.

- Boa noite. – Sieghart viu Aegor fechar a porta com um sorriso sonolento.

Preciso agora achar um quarto”, pensou ele. Andou perambulando pelos quartos da casa, vendo que alguns estavam ocupados pelos Highlanders. Contou catorze quartos na casa, seis dos Highlanders e oito vazios. Dentre esses oito, escolheu um no terceiro andar que tinha uma janela com uma ótima vista para o morro abaixo, além de ser possível ver a planície de grama e a estrada de platina por onde tinha vindo, e mais distante, a montanha onde se situava o Templo da Sintonia, onde conheceu a Primeira Divindade, Thanatos. O céu estava começando a tomar tons de um azul profundo, quando viu as silhuetas negras de criaturas que pareciam dragões desenhando círculos no firmamento e depois, voando para longe. Desviando sua atenção da vista da janela, virou-se para o interior do quarto. Apesar de parecer que não era limpo há muito, decidiu que não iria se preocupar com isso. Queria apenas deitar na aconchegante cama ao lado de uma escrivaninha bem adornada e dormir profundamente. Retirou suas botas surradas e sua meia-armadura, com o brasão do Reino de Canaban preso no lado esquerdo da placa de peito, e ficando com apenas as roupas leves que tinha no corpo, uma regata cinzenta e um calção preto. Ao juntar as partes de sua armadura num canto, tomou nas mãos a sua lâmina, que coincidentemente tinha quase o mesmo nome do grupo do qual agora fazia parte, Highlander. Viu como estava danificada, com o gume irregular e quebradiço dos choques de aço contra aço. Além disso, estava cheia de profundos arranhões nos lados, e suja de sangue. “Meu pai me disse que ela é resistente porque foi feita com um tipo diferente de aço. Mas mesmo assim, acho que vai quebrar no treino de amanhã.”, refletiu ele. Deixou a lâmina de lado e se jogou na cama, adormecendo rapidamente.






Última edição por Pride em Qua 20 Jun 2012 - 21:11, editado 4 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Dom 10 Jul 2011 - 23:57

muito legal a fic, deveria continuar pois pelo que vi tá muito bom

off: que legal que vc virou aprendiz, eu tbm sou aprendiz a 3 meses =)
por qual instituição vc pertence?
(eu sou aprendiz legal pelo instituto mundo melhor e a equipe gerar)
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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Seg 11 Jul 2011 - 0:16

Bacana, uma fic de Grand Chase!
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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Qui 28 Jul 2011 - 15:05

nyaaa, mals a demora pra ler...esses dias tou com tanta dor de cabeça e mal-estar que nem fiquei muito no pc...
sua fic tá muito boa, Pride-sempai!!!quando vai continuar??


Última edição por Jessica em Sex 29 Jul 2011 - 12:37, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Qui 28 Jul 2011 - 21:14

Assim que me sentir preparado, e se eu receber mais pedidos para continuar, eu continuo...

Aliás, eu já escrevi pelo menos até a metade do capítulo 4, mas ainda tenho que revisar algumas coisas no enredo.

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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Dom 18 Set 2011 - 4:14

Capitulo II postado, em breve, o capítulo III!
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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Dom 18 Set 2011 - 16:02

ALELUIA!!!!!!
eeeeba!
agora que eu terminei de ler esse posta o próximo XD
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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Dom 16 Out 2011 - 2:25

Capítulo III postado!
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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Dom 16 Out 2011 - 11:55

sieg, meu divo XD

nyaa, e quando postará o 4? eu quero a continuação heim! hehe!
vou te encher o saco amanhã! =p
mas a história ficou muito boa. vale a pena continuar.
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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Dom 16 Out 2011 - 15:16

Falta ainda uma parte do capítulo IV, vai demorar um pouco. =P
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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Dom 20 Nov 2011 - 17:09

Capítulo IV postado!
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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Dom 20 Nov 2011 - 18:12

yay!!!!!!!!!
nyaaa, ele entrou no estado 'dorgas'... XD
nyaaaa, poste o resto assim que acabar, sempai! tua fic é rica em detalhes e fácil de ler =D
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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Dom 20 Nov 2011 - 23:53

Ainda vai ter muita coisa com esse modo 'dorgas', huhuhuhu...
Obrigado pelo comentário, Jessy-chan! Eu pensava que estava precisando detalhar ainda mais a história. xD
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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Seg 21 Nov 2011 - 13:46

nyan, assim tá ótimo =)
modo dorgas... aaa
sieg, meu DIVO!
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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Qua 20 Jun 2012 - 21:12

Dando um ress digno de troféu pá de ouro, e postando o capítulo 5!
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MensagemAssunto: Re: [Grand Chase] O Gladiador Imortal   Qui 21 Jun 2012 - 14:22

já tava na hora de dar ress, né =3
putz, o enredo tá da hora... bem que podia ter postado antes -.-'
e eu quero mais! nem sou fanática por esse cara... *-*
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[Grand Chase] O Gladiador Imortal

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