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 [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon

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Kisa
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MensagemAssunto: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sex 24 Set 2010 - 15:52

Aos poucos eu posto aqui todo o artigo que encontrei por acaso na internet.

Artigo originalmente dividido em três partes, então vou postar a primeira ^^

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Resumo: Não é a primeira vez que abordo temas ligados à sexualidade em mangás e animes . Isso se explica pelo fato de que a gente sempre discute mais aquilo que nos chama a atenção e, no caso dos mangás e animes dirigidos principalmente ao público feminino (que são os que eu mais gosto, é claro!) o tratamento de temas ligados à sexualidade é algo muito diferente daquele que encontramos nas HQs e desenhos animados ocidentais. O modo como o erotismo e a sexualidade são completa perfeitamente integrados ao enredo de tais obras, mesmo quando elas têm como público-alvo meninas relativamente jovens, contrasta com a nossa expectativa do papel da mulher japonesa em uma sociedade que costumamos ver como castradora e proibitiva. Nesta série de 3 páginas, vamos ver como a relação entre mangás e mulheres é diferente no Japão e no ocidente e como Sailor Moon é um bom exemplo de um estilo "feminino" de ver o mundo e a própria mulher. Na terceira página, veremos mais especificamente como a série aborda temas ligados à sexualidade feminina.

[...]

Sailor Moon representa para mim um ótimo exemplo de como as mulheres podem expor sua visão para o mundo sem precisar levantar bandeiras feministas ou fazer escândalos, inclusive mostrando a todos algo que muitos ainda não sabem: as mulheres têm sua sexualidade própria e sabem muito bem o que querem a esse respeito!

Em seu livro Mangá - o Poder dos Quadrinhos Japoneses (Hedra, 2000), Sonia Bibe Luyten afirma que os mangás femininos apresentam as mulheres japonesas não como elas são, mas como elas gostariam de ser: desejadas pelos homens e livres em seus atos. Lembra também que, enquanto na década de 70 as mulheres eram apresentadas nos mangás como tímidas, fracas e submissas, embora com grande força de caráter, os mangás femininos atuais apontam para uma mudança na sociedade japonesas, sendo que as heroínas atuais procuram um relacionamento de igual para igual com seus parceiros, inclusive com a apropriação de modelos de narrativa típicos dos mangás masculinos.

Na verdade, Sailor Moon apresenta o enredo típico de muitos mangás/ animes de ação masculinos: uma grupo de jovens personagens com poderes especiais tem a missão de defender o seu planeta contra seres malignos. No entanto, a primeira coisa que nos chama a atenção é o fato de que todas as personagens principais, tanto boas como más, são mulheres, algo que não estamos acostumados a ver no Ocidente. Os homens costumam ter um papel de coadjuvantes (vejam Tuxedo Mask) pois, mesmo que sejam muito poderosos, sempre obedecem às ordens de um personagem feminino, como a Rainha Beryl ou Sailor Galaxy (com exceção apenas do Príncipe Diamante em Sailor Moon R).

Assim, a série deixa claro que tem as mulheres como centro e que procura apresentar a visão feminina do que seria "lutar contra as forças malignas e nas horas vagas ser uma garota normal". Inicialmente destinada a garotas bem jovens, Sailor Moon logo ganhou grande popularidade e atingiu várias faixas de idades de ambos os sexos, devido principalmente à mescla de elementos tipicamente masculinos (a ação da trama, as cenas de lutas) e femininos ( a estética kawaii ("fofinha"), o esquema de cores, as roupas, as características físicas dos personagens, a ênfase nos sentimentos e nos relacionamentos). Através de um estilo que em inglês costuma se chamar de mock-serious, apresenta temas sérios sob a forma de "auto-gozação" e paródia.

Em Sailor Moon, encontramos as fantasias e desejos das mulheres que costumamos ver nas novelas da TV brasileira: o desejo de ser ao mesmo tempo amada e livre, independente e amparada, de ter ao seu lado um companheiro que a apoie sem sufocá-la, de ser eternamente bela, mas sem abrir mão de amadurecer e ter filhos. É um sonho impossível? Sim, é, mas o mérito de Sailor Moon é levar a todos os tipos de público os sonhos e angústias femininos de uma maneira leve e não panfletária, de apresentar uma alternativa feminina ao tema da luta por seus ideais e de mostrar que as mulheres não têm que se transformar em homens travestidos para serem fortes e atuantes. Talvez os modelos e soluções apresentados ainda sejam muito utópicos e presos a valores ainda antiquados mas, sejamos sinceros, em quanto a "revolução sexual" realmente já conseguiu apagar os velhos hábitos e conceitos no Ocidente?

Bem, deixemos de lado a sociologia a vamos ver alguns pontos essenciais de Sailor Moon sob o ponto de vista de sua relação com o universo feminino.


Os personagens principais em Sailor Moon

Serena/ Sailor Moon

Bem, acho que todos já viram Serena ao menos uma vez. Ela tem todas as características de uma menina que consideraríamos bonita: olhos azuis, cabelos longos e loiros, corpo elegante e o uniforme de marinheiro das estudantes de ginásio que atiça as fantasias sexuais da maioria dos homens (japoneses ou não). Ela é a reencarnação da Princesa Serena, herdeira do reino da Lua e eterna amada do Príncipe Endimion, o herdeiro da Terra (e aqui já temos muito pano pra mangas em termos de mitologia!). Até aqui, a vida de Serena parece perfeita, o sonho de toda a mulher.

No entanto, isso está longe de ser verdade! Embora Serena não seja nem um pouco feia, suas "amigas" vivem lhe dizendo que ela está gorda demais; seu próprio amado a chama de "cara de lua cheia" e todos consideram seu penteado ridículo. Sua gula é inigualável, o que freqüentemente serve de munição para os comentários sarcásticos de seu irmãozinho mal-educado e as reclamações de sua mãe. Como se não bastasse, ela ainda é preguiçosa, desajeitada, covarde e não tem o menor jeito para os estudos. Em um dos episódios de Sailor Moon R, Rini diz às outras Sailors que Serena não pode de jeito nenhum ser a pessoa destinada a controlar o cristal de prata, por total falta de qualidades. Nisso todos concordamos, inclusive as Sailors, mas elas respondem a Rini que, apesar de tudo, Serena é amável, sincera, inocente, confiável e tem um grande amor por seus amigos e por toda a humanidade, e que isso é o que realmente importa.

Bem, só neste pequeno retrato de Serena podemos ver muita coisa da ideologia dos mangás/animes e da visão feminina do mundo.

Vejamos sua aparência: Serena não é nem um pouco feia, mas ela também não é a menina mais bonita do mundo (todos dizem claramente que Mina/Sailor Vênus, por exemplo, é mais bela) e os comentários sobre seu peso e silhueta não deixam dúvidas de seu sofrimento ao ter que escolher entre o doce preferido e alguns gramas extras na balança - o terror constante na vida de 99% das mulheres no mundo todo, mesmo que o excesso de peso seja apenas imaginário.

Por mais que tente mudar seu jeito de ser, Serena é irremediavelmente obtusa e desajeitada. Tudo que toca acaba se quebrando, e por mais que ela se arrume, logo seu cabelo está despenteado, a roupa torta, o suor pingando da testa. A figura exata da falta do glamour que ela tanto deseja para conquistar o homem amado - e novamente aqui Serena incorpora os sofrimentos da maioria das mulheres de todas as idades e nacionalidades: a tentativa frustrada de atingir um ideal construído a partir da TV ou das expectativas das amigas e dos familiares, o medo de que esse fracasso a impeça de conseguir (como diz a letra em português da abertura do anime) "ter um amor pra ser feliz / ter o amor que sempre quis".

A esta altura, se houver algum rapaz lendo isto já deve estar prestes a mudar de página porque não agüenta mais ouvir falar sobre "essas reclamações bobas das mulheres". E com toda a razão, porque tais coisas devem parecer ridículas para os homens (ou talvez não, já que eles também se preocupam com a aparência e a aceitação do grupo/ das meninas, apenas as questões são outras e não o peso ou o cabelo despenteado). Mas quando ele assiste a Sailor Moon e ri das agruras de Serena, ele está indiretamente absorvendo a mensagem de que as mulheres têm esses medos e preocupações. Se ele simpatizar com Serena e entender o quanto tais coisas são importantes para ela, talvez, apenas talvez, ele possa se colocar na situação de Darien e entender melhor o efeito devastador que os comentários sobre a barriguinha de sua namorada, por exemplo, podem ter sobre ela. De qualquer maneira, essa visão feminina do inferno acabou sendo exibida ao menos uma vez de uma maneira leve, mas não menos contundente (e é também muito interessante o fato de que grande parte das páginas da Internet dedicadas a Sailor Moon foi feita por rapazes).

Fora isso, ainda há a "massagem no ego" para as expectadoras: A imensa maioria das mulheres, principalmente na adolescência, tem a impressão de que "o mundo está contra elas". É constante essa fantasia de que a menina é na realidade uma princesa, afastada de seu reino e de seu lugar de direito como herdeira de riquezas e de uma grande beleza, mas que está no momento presa a uma família que não a compreende, a regras que exigem que ela abra mão de seus desejos, à gozação das amigas e dos rapazes que não vêem o seu verdadeiro valor etc., etc. Existe até um livro muito famoso falando do "complexo de Cinderela". Bem, pode ser um complexo, mas não deixa de ser real ou opressivo só por causa disso. Contudo, apesar de Serena ser apenas uma garota "normal", ela tem suas qualidades e são elas que lhe permitem alcançar tudo o que o seu coração deseja: o homem amado, a amizade das demais Sailors, a força para salvar o mundo, o reconhecimento de sua herança. É uma baita força para todas aquelas que não podem ou não querem se "siliconar" ou modificar seu modo de ser e que, mesmo assim, têm a esperança de serem vencedoras!

As demais Sailors

Esse tipo de pensamento não se resume à figura de Serena, mas também é válido para as outras Sailors, que representam vários outros tipos de mulheres/meninas: a sempre enfezada Raye, a eterna "cdf" Amy, a fortona romântica Lita, a cabeça-de-vento Mina e até a encardidinha da Rini. Cada uma tem seus pontos fracos e fortes, mas todas têm seu lugar no coração de alguém e sua amizade como base para ir em frente. É claro que nenhuma delas chega ao menos perto de ser feia, mas a mensagem simbólica é o que importa...

Também é importante notar que as qualidades exaltadas em Serena e nas demais são qualidades normalmente consideradas tipicamente "femininas": amor, inocência, amizade, compaixão, gentileza, auto-sacrifício. Na verdade, muitos desses pontos são enfatizados tanto nos mangás shoujo (femininos) como nos shounen (para meninos), mas o modo como a mensagem é passada é sutilmente diferente. Em Sailor Moon as Sailors lutam fisicamente com seus inimigos - ou mais precisamente contra os seres "artificiais" que seus inimigos enviam contra elas, mas a verdadeira vitória é conseguida menos através da força que da compaixão ou da união dos corações, o que não é sempre a tônica nos shounen manga. Isso fica muito claro na conclusão da saga Stars, quando Serena não consegue usar a espada para destruir Sailor Galáxia, mas vence a batalha ao despir-se (literalmente) de sua raiva e oferecer-lhe sua compaixão e amor.

Ainda sobre as batalhas, notem como mesmo durante o corpo-a-corpo a visão feminina do que é uma luta difere daquela à qual estamos acostumados. Se compararmos o estilo de luta de Sailor Moon com o de, digamos, Dragon Ball, veremos que os golpes das Sailors são menos "físicos" que "energéticos". Apenas as Sailors Júpiter e Urano, notadamente as mais fortes, costumam atacar diretamente os adversários; as demais dão preferência a golpes desferidos com sua força espiritual.

Muito freqüentemente sua força, física ou mágica, não é bastante para derrubar os inimigos e elas acabam voando de encontro a uma parede com toda a força, se machucando muito ou mesmo perdendo os sentidos. Embora poderosas, as Sailors não são homens, elas reagem de modo diferente à dor e aos golpes e isso fica claro no desenho, especialmente quando penso em uma chamada da Cartoon Network que passava há algum tempo atrás. Não sei se vocês chegaram a ver, mas era um comercial no qual Serena e duas outras Sailors (Amy e Raye, se não me engano) subiam pelas vigas do esqueleto de um prédio em construção para caçar o cientista louco da fase Sailor Moon S. Lá pelas tantas, elas começavam a dar cambalhotas como ninjas e a lutar com o homem, mas era patente a falta de "elegância" com que isso era feito. Elas pareciam abrutalhadas e não se diferenciavam de personagens masculinos vestindo saias. Aí a gente pode ver bem a diferença de um "traço feminino" para um "masculino" (pois está claro que o/a desenhista do comercial tem o estilo ocidental) e é a isso que eu me refiro quando falo sobre mulheres sendo retratadas por mulheres.

O "Mocinho"

Darien, o eterno amor de Serena, é a reencarnação do príncipe Endimion, o herdeiro do reino da Terra, que morreu juntamente com ela no reino da Lua e renasceu na Terra como as demais Sailors. Assim como aconteceu com as meninas, sua memória foi apagada e ele se esqueceu completamente de Serena, mas o destino do amor eterno levou os dois a se aproximarem. No entanto, os primeiros encontros foram menos que amistosos: Darien caçoa de Serena, chamando-a de criança, dizendo que ela está acima do peso e dando-lhe apelidos pouco elogiosos... Serena sente muita raiva a princípio, mas a convivência acaba fazendo renascer o antigo amor.

Mesmo sem saber que Serena e Sailor Moon são a mesma pessoa, o alter ego de Darien tem a missão de protegê-la, primeiro como Tuxedo Mask e depois como o Cavaleiro da Lua. Mas ele não o faz da maneira que esperaríamos de um "mocinho" que salva a "mocinha" e destrói o "vilão". Ele apenas paralisa o inimigo com suas rosas (!) e salva Sailor Moon da sinuca de bico em que ela sempre se mete em razão de sua palermice, mas cabe a Serena destruir a ameaça de modo final. Em Sailor Moon, as mulheres são as figuras principais, tanto as heroínas como as antagonistas e Darien está lá na figura do parceiro ideal: aquele que encarna o amor eterno e está sempre por perto para apoiar-nos quando precisamos dele, mas que não tenta sufocar a mulher ou roubar-lhe a cena. Como já disse, Sailor Moon foi feita para dar voz às fantasias femininas...

Fonte: Mundo de Elbereth


Continua...



Última edição por Kisa em Qua 29 Set 2010 - 22:35, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sex 24 Set 2010 - 17:10

Caramba bem legal gostei mt da parte do darien aaa
"o herdeiro do reino da Terra" bem impactante essa frase *---*
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sex 24 Set 2010 - 17:47

boa materia da SM, gostei =)
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sex 24 Set 2010 - 20:28

Ou seja, no final das contas, Darien é um pastel...huhuhu

Gostei do artigo.
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sex 24 Set 2010 - 20:41

adoro artigos, análies e reviews xDDD
esperando a continuação!!!
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sex 24 Set 2010 - 20:51

nuss convenhamos bem interessant a matéria
PS: darien é phoda num é um pastel naum dun cry
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sex 24 Set 2010 - 22:40

a análise que ela faz sobre os personagens de SM é muito interessante.
O artigo está muito bem escrito e explicado, esperando pela continuação.
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sab 25 Set 2010 - 0:54

waaaaaa...adorei a matéria,é realmente muito bem feita!^^
espero a continuação!o/
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sab 25 Set 2010 - 16:54

Super bem feita e bem escrita a matéria,gostei muito da análise !
Ou seja, no final das contas, Darien é um pastel...huhuhu [2]

Espero a continuação \o/
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Kisa
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Qua 29 Set 2010 - 22:31

Estou trazendo a segunda parte da matéria \o

O mundo feminino visto pelas mulheres
O público-alvo de Sailor Moon eram originariamente meninas dos 12 aos 15 anos (??), que é a faixa à qual se direcionava o mangá. No entanto, a grande repercussão entre garotas e mulheres de várias idades levou a série à televisão, que também alcançou um sucesso estrondoso, sendo exibida por muito tempo no horário nobre da TV japonesa e atingindo não só o público original, mas também adultos de ambos os sexos e de todas as idades. A versão para a TV por vezes distancia-se bastante do mangá, em parte devido a uma necessidade de "pasteurizar" os assuntos tratados, apresentando-os de modo mais cauteloso e menos contundente, mas também com vistas a tornar a série mais atraente a um público mais heterogêneo. Pelo que pude notar (pois li apenas alguns exemplares do mangá), as histórias não chegaram a ser descaracterizadas, mas o mangá apresenta os assuntos principais de modo muito mais carregado, seja a "patetice" de Serena ou o erotismo e sexualidade que permeiam fortemente a série.

Vamos ver aqui alguns dos pontos principais da série, no que se refere ao ponto de vista feminino. Vejam bem, não estou dizendo que todas as mulheres se sentem ou se comportam da mesma maneira frente aos temas apresentados, mas imagino que a imensa maioria pelo menos já se sentiu assim alguma vez em relação a eles. É preciso também levar em conta que a série sempre foi destinada às adolescentes e que o "peso" que tais assuntos têm nessa idade pode (e certamente irá) mudar com o passar dos anos. Não estou dizendo que a visão de mundo feminino apresentado em Sailor Moon é perfeita, ideal ou mesmo a única, apenas é importante que pelo menos alguma visão feminina seja apresentada ao público de história em quadrinhos e desenhos animados, o que é muito raro neste nosso lado do mundo.

Sonhos e temores

O amor eterno / o par perfeito - a rejeição / o ciúmes


Bem, apesar de tudo, ainda é o amor que faz o mundo girar... seja o amor por uma pessoa, pelo poder ou pelo dinheiro, mas ainda é a força mais importante a mover os seres humanos.

Nos produtos culturais de massa para as mulheres (romances, novelas, fotonovelas...) o amor é sempre colocado como o maior objetivo de sua vida: primeiramente o amor por aquele que virá a ser o pai de seus filhos, depois o amor por esses filhos, depois pelos filhos desses filhos etc., etc., etc., etc. Pode-se dizer que essa é uma visão ultrapassada pela liberação feminina, que muitas mulheres vivem muito bem sem filhos ou companheiros e que há muitas outras coisas com as quais as mulheres podem se ocupar hoje em dia - no que eu também acredito. Mas entre "acreditar" e "fazer valer" ainda há uma certa distância. As mulheres ainda são educadas desde a infância para constituir uma família e criar seus filhos - óbvio, disso depende a sobrevivência da espécie humana (pelo menos por enquanto, vamos ver aonde a clonagem nos leva...). A "liberação feminina" infelizmente conseguiu até agora apenas agregar à mulher o papel de provedora e lhe deu uma jornada dupla de trabalho: dentro e fora da casa. Mesmo a divisão dos trabalhos domésticos (nos poucos mas crescentes casos de companheiros dispostos a fazê-lo) nada mais faz do que sobrecarregar ambos os cônjuges com uma dupla jornada estafante e um sentimento de culpa insano por não terem tempo ou energia para se dedicarem aos filhos. Ou seja - pouca coisa mudou no "papel ideal" reservado à mulher, ela continua recebendo mensagens subliminares para escolher um parceiro ideal que lhe proporcione condições de gerar e manter novos membros da sociedade.

Por muito tempo, a escolha do parceiro não esteve nas mãos da mulher (ao contrário do que é comum na Natureza), mas sim de sua família, pois o casamento nada mais era (como na sua função original) do que um meio de criar e manter alianças políticas e econômicas e/ou de arranjar pares que pudessem se sustentar mutuamente (já que as mulheres não tinham direitos políticos e eram socialmente dependentes dos maridos). No Ocidente, após a Revolução Industrial no século XVIII, as mulheres passaram a ser vistas como mão de obra necessária (e mais barata) na produção das fábricas e como consumidoras em potencial pelo mercado. Para isso, ela precisava ser capaz de ter um lugar na sociedade fora da casa e da família, mas isso também reduziu a força da família na seleção dos futuros maridos. Era necessária uma nova forma de controle, para evitar que o patrimônio das famílias se dividisse entre possíveis filhos de vários casos amorosos. A nova onda do movimento artístico conhecido como "romântico" , revivendo o mito medieval da mulher idealizada e inatingível, passou a valer também para as mulheres, que começaram a serem encorajadas a esperarem (sexualmente) para entregar-se apenas a um homem ideal, o "príncipe encantado", o eterno e único amor, e esse costume ainda tem grande força até hoje.

Infelizmente, fora dos filmes, romances e - por que não - HQs e animes esse par ideal (seja para o homem ou para a mulher) realmente não existe, tudo o que temos são apenas... pessoas, com todas as imperfeições que todos têm. O grande problema é que as mulheres continuam recebendo tais mensagens de toda a mídia e mesmo de suas mães, preocupadas em defender suas filhas de "homens aproveitadores". Mesmo a revolução sexual apenas fez com que a mulher tenha maior liberdade para "experimentar" os homens em busca do seu par perfeito.

Sailor Moon não é um tratado sociológico, mas ali também temos a busca do amor como ponto central da vida de Serena e suas amigas. Serena é a felizarda que descobriu seu eterno amor (aquele que sobrevive até à morte), mas Lita continua procurando quase que sem critério, apenas por que é preciso ter um namorado para ser "normal". Raye, Mina e até mesmo Amy sempre vêem os rapazes que conhecem como possíveis namorados, para si ou para as outras. A busca é difícil e cheia de percalços (mesmo a aproximação de Darien e Serena não foi assim tão maravilhosa), mas elas nunca perdem a esperança. No entanto, temos vários exemplos de que o "príncipe encantado" muitas vezes está mais perto do que se pensa, e embora não pareça assim tão perfeito (vejamos os exemplos de Molly e Kelvin e Raye e Nichola), às vezes mais vale um pássaro na mão do que dois voando...

O outro lado da moeda é o medo da rejeição. É claro que, quando consideramos alguém "perfeito" o bastante para seu o "príncipe encantado", surgem logo dois medos que se complementam. O primeiro é: "será que sou boa o bastante para ele?" Sou bonita/ inteligente/ prendada o suficiente para que ele me escolha no meio de tantas outras?" Isso leva as mulheres a um constante sentimento de ansiedade e insegurança, porque é claro que sempre pode aparecer alguém melhor que ela e "roubar-lhe" o príncipe encantado. Vem daí a eterna necessidade da auto-afirmação e das perguntas recorrentes: "você me ama mesmo? Quanto você me ama? Você vai me amar pra sempre?" que podemos ouvir Serena fazendo a Darien no final da fase Stars (e que deve deixar os homens malucos, mas que tem uma razão de ser. Rapazes, sejam gentis e digam sempre que amam as suas garotas!).

O segundo grande temor é o ciúme, que tem origem na mesma insegurança. Qualquer outra mulher na área é uma rival em potencial. Como não fica muito bem sair no tapa com qualquer garota que chegue perto do seu amado, a alternativa é tentar afastá-lo do contato com outras mulheres, ou evitar que elas tenham muita possibilidade de mostrar seus "dotes" para ele. É o que Serena faz quando tenta afastar Darien de Raye, Anne e qualquer outra rival em potencial. Isso também a leva a seguir Darien para ver se ele não tem encontros "secretos" com outra garota. Darien não está nem sonhando com isso, mas Serena não consegue vencer o ciúme, freqüentemente colocando-se em situações ridículas por conta disso.


A amizade

Tão (ou às vezes mais) importante que a promessa do amor é a certeza da amizade. A exaltação da amizade é um tema corrente em mangás e animes para ambos os sexos, o que é de se esperar em uma sociedade que valoriza o grupo frente ao indivíduo.

Mas a amizade é mesmo extremamente importante para as adolescentes, que geralmente têm uma "melhor amiga" com a qual compartilham os seus segredos mais profundos. É para a melhor amiga, e não para a mãe ou o namorado, que a adolescente se abre e mostra seus medos e esperanças, por considerá-la como um porto seguro que não irá abandoná-la mesmo que ela se mostre fraca ou inadequada. A melhor amiga de Serena é Raye, com a qual vive brigando e que é sua maior crítica (e também, ao início da série, uma rival em potencial pelo afeto de Darien), mas a melhor amiga é aquela que sabe (e tem a coragem de) apontar os erros e defeitos.

Mesmo quando as coisas vão mal no amor, as verdadeiras amigas estarão lá para consolá-la e dar-lhe conselhos, como acontece quando Darien se afasta de Serena em Sailor Moon R. De qualquer modo, todas as Sailors têm na amizade a âncora que lhes dá a força necessária para combater as dificuldades, já que, individualmente, elas não são fortes o bastante para vencer inimigos obviamente mais poderosos do que elas.


O casamento / a maternidade - as responsabilidades


Como já disse antes, o casamento ainda é sugerido como o objetivo final e ideal da vida da mulher. Vejam o que acontece no final de todos os filmes românticos e contos de fadas: "Casaram-se se viveram felizes para sempre", quando na verdade esse costuma ser apenas o início dos problemas... (^_-)

Serena, que já tem o seu namorado, vive sonhando com seu casamento e até chega a pedir a um famoso estilista que faça o desenho de seu vestido de noiva em Sailor Moon Super S. Quando Rini vem à época atual, Serena descobre que realmente vai se casar com Darien no futuro, mas isso, ao invés de tranqüilizá-la, na verdade traz mais problemas. Serena começa a sentir o peso da responsabilidade de se tornar uma mulher "adulta", "séria" e "responsável" a fim de corresponder às expectativas que todos têm em relação a uma mulher casada. A idéia de se casar, mesmo que com seu grande amor, a apavora e ela procura não pensar muito nisso, embora deseje muito que isso aconteça. O mesmo se dá com a sua relação com sua futura filha, Rini.

Ainda mais que o casamento, a maternidade é vista como a vocação própria da mulher. Pensando bem, é realmente algo maravilhoso a possibilidade de gerar uma nova vida e mantê-la dentro de si, de dar origem a uma nova pessoa com características e vontades próprias. No Japão, principalmente, a maternidade é altamente valorizada, sendo que a ligação entre mãe e filho/filha é fortíssima. Mesmo no Ocidente, o único dia que bate o Natal em termos de vendas de presentes é o Dia das Mães.

Serena tem a oportunidade de vivenciar a maternidade ainda na sua adolescência, quando sua filha Rini vem do futuro em Sailor Moon R, e parece não gostar muito do que vê. Rini é chatinha, teimosa, mal-criada e egoísta. Primeiro, recusa-se a aceitar Serena como sua futura mãe, por achá-la "inadequada" para o papel. Depois, torna-se uma rival de Serena no que se refere à comida e às atenções de Darien (no mangá essa relação de tensão entre mãe e filha com relação ao amor do pai é ainda mais acentuada e acontece muito freqüentemente na vida real). Serena vê em Rini todos os traços negativos que ela mesmo possui, já que Rini é, afinal, uma "continuação" dela.

No entanto, apesar de tudo e das intermináveis brigas, Serena ama Rini profundamente, (assim como acredito que a maioria das mães ame seus filhos, apesar de todos os seu defeitos) e ela espera ansiosamente a chegada do momento em que se tornará mãe. Mas mesmo assim, a visão de sua responsabilidade futura faz com que Serena resolva "curtir" ainda mais a sua juventude e a liberdade de ser "tonta" e fútil enquanto pode.


A beleza - a preocupação com a aparência


A preocupação com a aparência e a beleza é incutido desde cedo na cabeça das meninas: a consciência do corpo, da figura, das roupas, cabelos e maquiagem; a preocupação estética com os objetos que a cercam: vejam todos os "enfeitinhos" e motivos "bonitinhos" que costumam ser associados e procurados pelas meninas, como laços, fitas, rendas, flores, bichinhos, as cores pastéis... tudo muito kawaii (que pode ser traduzido como "gracinha", "fofinho" - por que vocês acham que eu escolhi este fundo para esta página?).

Bem, embora às vezes isso possa ser levado a um extremo em Sailor Moon, isso tem uma razão de ser (que vocês vão ver na próxima página, no item "auto-crítica") e a verdade é que as mulheres têm mesmo um alto senso de preocupação estética e gostam de se cercar de coisas que consideram belas. Li em algum lugar (e depois fiz a experiência eu mesma) que as mulheres, quando saem para ir a um barzinho, se preocupam em que o lugar tenha uma boa aparência, que seja agradável e relativamente limpo e organizado, enquanto os homens se contentam em que a comida e a bebida sejam boas e que as pessoas pareçam legais...

Assim, em Sailor Moon tudo é bem acabado, cheio de detalhes e com a preocupação de ser agradável à vista, o que tem a vantagem de oferecer às garotas a possibilidade de comprar um monte de coisinhas bonitas com o motivo de seus personagens favoritos: cadernos, canetas, camisetas, calendários, cards etc. para compor uma figura que elas consideram bela.

O outro lado da moeda é a valorização exagerada da beleza física, que além de ser subjetiva, não é eterna. Freqüentemente essa preocupação com a aparência é tematizada em Sailor Moon, como quando os "monstros" se aproveitam dos produtos de beleza para roubar a energia dos humanos, disfarçando-se de vendedoras de cosméticos, roupas ou sapatos, ou esteticistas, esportistas etc. Os padrões de beleza impostos pelos meios de comunicação (tanto para homens como para mulheres, diga-se de passagem) são virtualmente impossíveis de serem atingidos sem a cirurgia plástica e uma vida passada na academia de ginástica. A "busca pelo homem perfeito" e a insegurança da competição que isso gera (como já falei anteriormente) fazem com que as mulheres sejam eternas escravas do espelho. E isso vale para praticamente todo o mundo, duvido que haja uma mulher que não se olhe no espelho e diga algo como "ai, engordei outra vez!" ou "credo, como estou magra", ou "gostaria que meu nariz fosse diferente", etc. Pode ser que a gente diga em seguida: "e daí, deixa pra lá!", mas aquele momento de autocrítica esta sempre lá e muito freqüentemente é associado a um forte sentimento de culpa e frustração.

Assim como Serena, muitas abrem mão de comer o que gostam (e quanto gostam) para manter um corpo esbelto. Outras passam horrores em clínicas de depilação, massagem linfática, eletrólise, lipoaspiração etc. só para corresponder à imagem que elas acham que precisam ter para conquistar (e/ou manter) o "homem ideal". Uma vez ouvi uma boa piada sobre isso: é melhor para uma mulher ser bonita do que inteligente, porque há poucos homens cegos, mas muitos burros... (desculpem essa, rapazes, mas eu não resisti!).


A idade - a solidão


Em Sailor Moon vemos muito bem os dois lados que a idade tem para a mulher. Rini deseja a todo custo crescer rápido e se tornar uma mulher adulta e independente, o que é o ponto fraco que o inimigo utiliza para torná-la má na figura da Black Lady. Rini não quer passar pelas fases da infância e da adolescência, porque está fascinada pelo glamour e pelas possibilidades que ela vê na vida adulta (incluindo o relacionamento com o sexo oposto). No entanto, ela se esquece de que essas fases são importantes para constituir a personalidade adulta e que também há grandes prazeres em ser uma criança amada e protegida pelos pais, sem responsabilidades maiores do que ir à escola e ser livre para brincar e fazer todas as travessuras que quiser e ainda ser perdoada por "ainda ser criança".

Por outro lado, as garotas do Circo da Morte de Sailor Moon Super S se recusam a crescer por medo de perderem seus sonhos e a falta de responsabilidade que tanto lhes agrada. Cabe a Sailor Moon mostrar-lhes que os adultos também têm sonhos e alegrias, mesmo que sejam diferentes daqueles da infância, e que isso é uma evolução necessária para os seres humanos.

O aspecto negativo da idade se mostra claramente nas vilãs mais velhas, como a rainha de Sailor Moon Super S, que se recusa a envelhecer por medo de perder sua beleza e que por isso é forçada a sugar a vida de outras pessoas, terminando por tornar-se amarga e solitária, ou como as quatro irmãs que servem Rubius em Sailor Moon R, que vivem caçoando da irmã mais velha por ela ser, bem... mais velha e, conseqüentemente, menos atraente e mais propensa a "ficar para tia", o que corresponde a dizer que ela falhou em sua "missão como mulher", a de casar e ter filhos.

O temor desse "fracasso" aumenta com a idade, e mesmo mulheres que optam conscientemente por continuarem singles ocasionalmente pensam em que não terão ninguém ao seu lado quando ficarem velhas. O comportamento das "jovenzinhas" do circo de Sailor Moon Super S frente à "velha bruxa" mostra bem o que a mulher espera da velhice: solidão, descaso, desprezo, escárnio. O "remédio" para isso estaria no cultivo da amizade sincera e no amor pelos demais seres humanos, assim como Sailor Moon o faz instintivamente, que assim tornariam secundários a presença ou não de um companheiro no qual se apoiar exclusivamente (o que, aliás, não é garantia de segurança. Mesmo que o "grande amor" seja eternamente fiel, ainda assim uma morte prematura pode deixar a "amada" na solidão, caso ela construa toda a sua vida sobre ele).
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Qua 29 Set 2010 - 22:44

nusss énsar que atingiram um publico bem mais abrangente do que apenar meninas de 12 a 15 anos;; atingiu varios tipos de publico ate pessoas mais idosas
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Qui 30 Set 2010 - 1:31

kisa
fabulosa a materia vai bem de encontro com o estudos semióticos
show de bola
parabéns
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Qui 30 Set 2010 - 1:32

SMD é cultura, tá pensando o q? Parabéns pra Kisa e pra vc tb Lu...
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Qui 30 Set 2010 - 7:08

a matéria é realmente show é bom saber um pouco da historia do anime e sobre a origem e talss
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sex 1 Out 2010 - 2:06

sim a gente não quer ó trazer diversão, mas também assuntos sérios e matérias como essa que a kisa está postando pra gente bem como os estudo semiótico que postei, faz ver que podemos ver o anime com outros olhos, abordando outros aspectos além da história em si.
Analisando o contexto geral, bem como a influencia de um pais sobre ele, dos costumes de uam determinada população sobre a série.
E esse material fala muito bem sobre isso.
Ainda não consegui ler tudo, mas nossao que já puder ver fiquei muito feliz com a escrita.
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sex 1 Out 2010 - 7:25

eu li metade tuto mt boum mesmo agent devia tipo botar uma opção "ORIGENS" e botar o texto completos lah e procurar mais sobre as origens isso pra quando pessoas novas entrarem na fic jah poderem ir na opção e saber mais sobre tuto *--*
*se esconde dps de dar a ideia*
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sab 16 Out 2010 - 16:36

É verdade gente. Se procurarmos bem, vamos achar muito material sério relacionado a Sailor Moon e outros animes/mangás.

Eu achei bem interessante a visão da autora, pois ela não se concentra apenas na visão oriental, ela explicita numa visão geral e na atualidade seus pensamentos sobre o anime ^^
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sab 16 Out 2010 - 16:48

Agora vou trazer a última parte da matéria. Estou postando porque se um dia quisermos saber mais sobre SM, temos a matéria aqui no fórum, já que o site onde vi é meio doido, não abre as páginas corretamente o.o


A Auto-crítica

À primeira vista, muita gente (eeu entre eles) conseguem apenas ver a superfície do enredo romântico e daspatetices de Sailor Moon. No entanto, uma segunda olhada mais atentadeixa ver o quanto de crítica Naoko Takeuchi empresta ao seu trabalho. Todos osclichês românticos dos shoujo manga, das novelas de TV e das revistasde fotonovelas estão lá, apenas ampliados de tal maneira que se tornampatentemente ridículos. Vamos ver alguns deles.

Comecemos pela roupa das sailors:li em algum lugar que quando Takeuchi submeteu o esboço da série aoeditor pela primeira vez ele disse que era ridícula a idéia de meninassalvarem o mundo vestidas de marinheiro e com aquelas mini-saias. No entanto, éexatamente isso que faz a graça da série. Heroínas que se vestem desse jeitonão podem ser levadas a sério, o que abre espaço para que elas oscilemloucamente entre os comportamentos de super-heroínas e estudantes do primeirograu. Até mesmo Amy, sempre tão séria, solta uma bobagem de vez em quando.

Porém, a auto-crítica não chegaa ser por demais agressiva ao ponto de tirar a credibilidade das heroínas. Aomesmo tempo, segundo o ponto de vista feminino, as roupas são bonitas eressaltam as personalidades das sailors, principalmente os acessórios, comosapatos e brincos: vejam como os sapatos de salto alto de Raye realçam seuestilo clássico, enquanto as botinhas amarradas de Lita sugerem a suapraticidade, que é contrabalançada, porém, por seus brincos em forma de rosa(mulheres gostam de tais detalhes nas obras dedicadas a elas, basta ver osucesso de qualquer item da moda que apareça nas novelas da TV e o cuidadodispensado às roupas de Sakura Card Captor...). Além disso, astransformações são uma festa de delicadeza, principalmente a de Sailor Moon na primeira fase do anime, quando fitas cor-de-rosa envolvem o seu corpo e dão origem ao seu uniforme - tanto que se tornou uma cena clássica de transformação de heroínas, sendo revisitada, por exemplo, em CorrectorYui.

Outro ponto que chama a atenção é a figura de Tuxedo Mask. Ele é o protótipo do herói dos romances baratos,vestido a rigor (uma roupa ainda menos prática do que a das sailors quando setrata de lutar...), completo com capa, bengala e aquela cartola que deve ter sidofeita na mesma fábrica do chapéu de Indiana Jones, já que ambos nunca caemmesmo após várias cambalhotas. E não nos esqueçamos da máscara, que recriao mito do protetor desconhecido tão presente nas HQs. Mas o ápice de tudo sãoas frases melosas e quase sem sentido que ele diz quando salva a situação -com uma música pseudo-espanhola ao fundo, acentuando ainda mais o seu "poder desedução". É tudo hilário demais!


Porém, tudo isso não chega a ser tãoescrachado que destrua totalmente a ilusão do momento romântico e do homemculto e refinado, tanto que no começo eu mesma chegava a me irritar com ocomportamento "over" do personagem. Apenas muito tempo depois, vendoas outras fases da série e como as falas de Tuxedo Mask iam ficando mais e mais absurdas, é que eu percebi a ironia e o escracho. O pior é que a gente poderealmente encontrar falas parecidas nos romances baratos que as moçascostumavam ler (tipo Sabrina ou Bianca), só que levadas a sérionaqueles contextos!...

Mais um ponto de auto-crítica é oromantismo exagerado que permeia a série, principalmente por parte de Serena e,mais ainda, de Lita, que vê em cada homem alguma coisa que lembra um antigo namorado e conseqüentemente a faz apaixonar-se repetidamente em um piscarde olhos. Serena diz que só tem olhos para Darien, mas sempre acaba flertandocom mais alguém - o que leva aos protesto indignados de suas amigas, porque,afinal, ela já tem um namorado, enquanto as demais ficam "sobrando".

Esse romantismo desmedido, a idealização do parceiro perfeito, a espera dogrande amor, os ciúmes, a incerteza e o medo de perder a pessoa amada são, noentanto, as questões mais importantes para a faixa de idade a que se destina asérie e sua exposição de uma maneira leve mas consciente certamente foicrucial para o sucesso da série entre as mulheres de vários países. Noentanto, ainda há um elemento incrivelmente marcante em Sailor Moon queconseguiu atravessar inúmeras barreiras de censura e expor questões atéentão pouco vistas nas bandas ocidentais: a expressão da sexualidade feminina.


A sexualidade no Ocidente

É interessante ver como a visãoda sexualidade feminina tem evoluído no Ocidente. Na Idade Média, a figura damulher oscilava entre a santa mãe (calcada na figura da Virgem Maria) e a fontede todo o mal (na figura de Eva e sua nefasta influência sobre Adão). Comonão era possível conciliar as duas idéias completamente antagônicas, asmulheres tinham que escolher o seu lado: ou se tornavam moças "pra casar", puras e praticamente assexuadas (a não ser no dever de dar filhos ao marido, mas isso pouco tinha a ver com sexualidade, e sim apenas com a procriação e a conservação da espécie) ou se tornavam "libertinas", "cortesãs", "prostitutas" - isto é, mulheres que serviam à diversão dos homens (como uma profissão) ou que "cediam aos seus impulsos malignos" e eram excluídas da sociedade respeitável (o que ainda hoje acontece muito. Só como ilustração, há alguns anos eu estava num ônibus e passamos por uma rua onde havia várias prostitutas "fazendo ponto" no meio da tarde. Um homem que estava sentado ao meu lado comentou algo sobre "essas mulheres perdidas" ou coisa assim. Eu então disse que, se elas não tivessem "clientes" que as procurassem, elas não estariam ali, e que se os homens não pagassem por sexo não existiria mais prostituição no mundo. Não é que o cara ficou furioso comigo? É fácil pensar que outras pessoas são "decaídas" por natureza, mas ninguém quer pensar no quanto faz parte dessa história, não é?...).

Com o progressivo enfraquecimentoda Igreja como força governante, o crescimento do secularismo nas diversasinstituições sociais e as mudanças causadas pela Revolução Industrial, os dois pólos da "mulher pra casar" e"pra diversão" começaram a ficar menos nítidos. Já se admitia queas mulheres pudessem desenvolver algum sentimento de afeição pelos seusparceiros e que vissem o ato sexual não apenas como um dever, mas também comoalgo do qual poderiam participar um pouco mais ativamente.


Mas, ainda assim, a questão dasexualidade feminina permanecia envolta nas névoas de noções como"amor", "romantismo", "pureza","abnegação", quando se pensava em relacionamentos com homens maisvelhos, potenciais candidatos a marido. O que dizer então de relacionamentosimpensáveis, como ter um relacionamento com um homem mais jovem, ou mesmo interessar-sepor alguém do mesmo sexo?

Não passava pela cabeça doshomens que as mulheres tivessem uma sexualidade como a deles (e também pela dasmulheres, que não sabiam o que fazer com aqueles sentimentos"impuros" que não conseguiam evitar) . Mesmo Freud acreditava que asmulheres não tinham libido (i.e. desejo sexual) e qualquer mulher que ousasse mostrar um pouco de seus desejos era considerada "histérica"! Apenas nos anos (19)60, com omovimento da contra-cultura e o surgimento dos anticoncepcionais, a revoluçãosexual, apoiada por pesquisas científicas e sociológicas, provou que asmulheres possuem sim uma sexualidade própria e poderosa, apenas reprimida,desviada ou sublimada por séculos de repressão moral e social.

Bom - dizemos nós - agora, então,tudo bem, ninguém mais vai precisar se reprimir e as mulheres vão ser livrespara se expressar sexualmente, não é? Ledo engano! Ainda estamos lutando(homens e mulheres) para nos libertar de toda a carga de séculos de negaçãoda sexualidade em geral e da feminina em particular. Racionalmente, admitimosque a sexualidade faz parte do ser humano e que é saudável reconhecê-la epermitir-se vivenciá-la. Não sofremos mais com sanções sociais radicais quenos desencorajam a fazê-lo (como nas sociedades nas quais mulheres que têmrelacionamentos sexuais fora do casamento são sumariamente executadas), masainda assim nos sentimos perdidos (homens e mulheres) quando pensamos no quefazer com toda essa "liberdade". Por que isso? Bem, porque sociedadesmoldadas por séculos de repressão não podem ser modificadas em algumasdécadas e porque há uma imensa inércia social nas mudanças de valores e,principalmente, nas mensagens subliminares (ou nem tanto) enviadas aosindivíduos pelas diversas instituições da sociedade.

Assim, embora a mulher ocidental tenha hoje em tese toda a liberdade do mundo, ela ainda luta contra conceitos arraigados no seu subconsciente, onde a dualidade da santa/pecadora ainda éreforçada diariamente pelos meios de comunicação, pela(s) Igreja(s) e pelaquase completa falta de noção dos pais de como mostrarem aos filhos que asexualidade é algo completamente normal quando eles mesmos acreditam nocontrário, ao mesmo tempo que desejam proteger seus filhos de problemasinerentes à vida sexual, como doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada e, éclaro (quando se investe algum sentimento mais platônico no relacionamento),corações despedaçados.


A sexualidade no Oriente


Parece incrível, mas o relacionamento da mulher oriental com sua sexualidade parece ser mais livre e menos problemático que o da mulher ocidental. Isso nos parece contraditório, porque nos acostumamos a ver a mulher oriental como submissa e sem voz no contexto social. Os papéis sociais dos dois sexos nas sociedades orientais certamente são bem demarcados e a mulher parece ainda levar grande desvantagem no que se refere à sua participação na vida econômica e política (bom, para falar a verdade, não acho que a coisa esteja tão diferente por aqui, onde a mulher pode trabalhar, sim, mas deve continuar a fazer todo o trabalho da casa, ganha menos que um homem na mesma função e geralmente não atinge os cargos de chefia...).

No que se refere à sexualidade,no entanto, sem a força repressora do sexo que foi/é a Igreja cristã, a sociedadeoriental sempre foi muito mais livre e natural que a ocidental. As religiões efilosofias orientais baseiam-se sempre no equilíbrio e complementaridade entreprincípios opostos, simbolizados principalmente pelo "feminino" (yin)e "masculino" (yang). Nas filosofias orientais, os doisprincípios têm o mesmo status, um não é mais importante do que ooutro, mas eles são diferentes, têm funções diferentes e comportam-se demodo diferente, de acordo com sua natureza. É por isso que, no oriente, não seentende a idéia de homens e mulheres como iguais, porque eles não são - enão podem ser - iguais, ou isso destruiria a dialética e a complementaridade.No oriente, mulheres devem agir e pensar como mulheres e homens devem agir epensar como homens - o que acontece é que o que se espera de homens e mulheres pode mudar (e muda) com o passar do tempo e as transformações da sociedade, demodo que pode aumentar o número de áreas em que não há grandesdistinções entre os sexos.

Como homens e mulheres devemconviver e completar-se mutuamente, as religiões orientais não só vêem asexualidade como algo positivo, mas também lhe atribuem um papelimportantíssimo na filosofia e na vida diária. O ato sexual é visto comocriador de energia vital, mesmo sem dar necessariamente origem a um novo serhumano. Na religião hinduísta, as divindades masculinas têm sempre suasesposas divinas, que são chamadas shakti, que significa"força" em sânscrito (é isso mesmo, é daí que vem o nome das armaduras de Shurato). É da união com a shakti que o deus retiraseu poder total e renova suas forças, ao passo que a shakti cumpre seu papel aoparticipar na criação do poder do deus - e também obtém uma vantagempoderosa frente a ele, pois sem a participação dela, o deus logo perderia suaforça e seu poder!

Assim, nas culturas orientais a sexualidade feminina é claramentereconhecida e mais facilmente abordada. Isso não significa quenão haja regras morais rígidas ou sanções para comportamentos consideradosmenos desejáveis socialmente, mas ao menos a questão é abordada claramenteem várias ocasiões, e não apenas entre sussurros e risadinhas nas rodinhas deamigos ou com as palavras sérias de especialistas que falam de sexualidade comose eles mesmos não tivessem nenhuma... Enquanto em nossa sociedade o discursocientífico e social é de que a sexualidade é algo normal e positivo, ocomportamento social e a tendência a "não falar dessas coisas empúblico" nos transmite claramente a idéia de que isso não é verdade. E,principalmente, longe de nós discutir abertamente a questão da sexualidade comas crianças! - mesmo quando as apresentadoras dos programas infantis detelevisão são modelos loiras de formas sensuais que usam roupas justinhas,dançam com movimentos sinuosos e habitam os sonhos dos marmanjos!...

Por essa razão, ainda nos chocamosquando vemos a sexualidade exposta abertamente em mangás e animes destinados acrianças. Quando esses produtos culturais japoneses chegam ao ocidente, ochoque é tão grande que muitas vezes personagens ou enredos que apresentamconotações sexuais são cortados ou "maquiados" na dublagemou na edição para a TV ocidental. São inúmeros os exemplos de "mudançade sexo" de personagens homossexuais, "cobertura" de partes docorpo expostas, cortes de cenas e manipulação de diálogos inteiros,destruindo a concepção artística e a estrutura original da obra."Afinal", pensam muitos responsáveis pelas emissoras de TV eeditoras, "isso de mangá e anime é só bobagem para crianças, e elasnão entendem nada mesmo!" - o que mostra como as crianças são"levadas a sério" em nossa sociedade (e a propósito disso, acheimuito bom que alguém como Robin Williams, declarando-se também um fã de Harry Potter, tenha dito publicamente que os livros da série são bons porque tratam ascrianças com respeito e inteligência)!

Especificamente no caso de Sailor Moon, o que me surpreende agradavelmente são duas coisas: primeiro, que oanime (e o mangá ainda mais, mas como já disse, aqui eu me refiro só aoanime, porque teve uma repercussão mundial) apresenta a sexualidade feminina deuma maneira extremamente forte e ousada, levantando assuntos delicados de umamaneira ao mesmo tempo sensível e divertida, falando de coisas sérias semtentar doutrinar o publico. A segunda, é o fato de um anime com um conteúdotão desbragadamente sexual ter conseguido enganar os censores ocidentaisa ponto de que, quando todo o questionamento e o componente sexual em Sailor Moon se tornou claro, a série já fazia tanto sucesso que eles não puderammais simplesmente ignorá-la.

Vamos ver agora mais detalhadamentealguns aspectos da sexualidade em geral e mais particularmente a femininaque são apresentados em Sailor Moon.


A sexualidade em Sailor Moon

Bom, a sexualidade vive em grande parte de fantasias. Sabemos que metade da satisfação que o sexo traz vem mais de como nós encaramos o ato do que como ele realmente acontece: veja-se a quantidade de lojas de lingerie sexy, casas de strip-tease, cursos de dança do ventre, revistas e sites com fotos de pessoas nuas ou em poses provocantes, grupos de SMBD etc.
Em Sailor Moon, temos um desfile de várias fantasias ligadas ao erotismo e à sexualidade das adolescentes que compõem o público alvo da série. O que me chama realmente a atenção são os seguinte fatos:


  • que um produto de massa como uma série de anime coloque essas fantasias claramente no ar para um grande público misto em termos de sexo e faixa etária e ainda seja bem aceito;
  • que isso seja feito de uma maneira não vulgar ou apelativa, a ponto de conseguir ser "aturado" pelos grupos de "controle da moral" que patrulham as TVs de vários países;
  • que tal abordagem, entre séria e jocosa, possa servir como um ponto de partida para o questionamento ou ao menos que meninas possam começar a pensar em si próprias como pessoas que têm direito à tais fantasias e que possam reconhecê-las como tal, ao mesmo tempo admitindo que têm tais sentimentos e tentando separar a fantasia da realidade.

Vamos ver agora alguns tipos de fantasias da sexualidade feminina encontrados em Sailor Moon:

O amor romântico

O amor romântico é a espera pelo "príncipe encantado", pelo "homem certo" com o qual se poderá viver um "amor eterno". Esse é o amor que é colocado como desejável na série, como em quase todas as produções para mulheres. Em parte porque é, como já disse, o comportamento mais adequado socialmente (já que restringe a promiscuidade e evita filhos bastardos), mas também porque as mulheres são mesmo mais "românticas" no sentido de que tendem a tentar estabelecer um laço afetivo com seus parceiros. Creio que, tirando os casos de prostituição ou de sexo casual, é muito difícil que uma mulher tenha sexo regularmente com um parceiro sem que tenha/desenvolva um relacionamento em um determinado grau para com ele.


Assim, todos os produtos artísticos voltados às mulheres investem bastante em mostrar os sentimentos das pessoas envolvidas como um pano de fundo para os relacionamentos, que podem chegar a ser sexuais ou não. Em Sailor Moon, este é o centro da trama, com o amor de Serena e Darien atravessando os séculos e vencendo a morte. Esse amor toca profundamente a todos que os rodeiam e é extremamente cobiçado, como podemos ver nas tentativas de várias "vilãs" em roubar o amor de Darien. No entanto, ele permanece fiel a Serena e essa união triunfa sempre no final.

Pois é, isso seria o normal de qualquer novela melosa para adolescentes, se não houvesse também o outro lado: Serena e Darien vivem brigando ou tendo problemas devido à insegurança de ambos. Apesar da fidelidade de Darien, Serena vive flertando com outros e muitas vezes "balança" na hora de decidir se permanece fiel ou se muda de namorado. O fato de que tantos "bons partidos" se interessem por ela cumpre a função de externar uma das grandes fantasias femininas: atrair todos os homens interessantes para que ela possa escolher o melhor enquanto eles se ajoelham aos seus pés... bem diferente da realidade, é claro, mas é para isso que existem as fantasias, não é?O "amor romântico" ainda é a maior fantasia feminina - o que não quer dizer que não possa se tornar realidade. Conheço casais casados que vivem um amor bem próximo disso, apenas é preciso estar ciente de que ele é "eterno enquanto dura" e que há chuvas e tempestades a cada passo do caminho...


Toda maneira de amor vale a pena



Como já disse antes, o simples fato de as mulheres poderem admitir que sentem atração sexual já é um grande passo (talvez não para quem tem 15 anos hoje, mas isso foi uma grande conquista!...). Em Sailor Moon, não há apenas exemplos de relacionamentos românticos tradicionais, mas também são abordadas outras formas menos prestigiadas socialmente.


Isso não significa que Takeuchi estava querendo escrever um tratado sobre a liberdade sexual. Sailor Moon é um anime comercial do puro estilo shoujo (para mulheres) e nunca pretendeu ser nada além disso, mas é interessante verificar que várias das fantasias e pensamentos que povoam a imaginação das adolescentes são tematizados de uma forma ao mesmo tempo jocosa e discreta. Embora desde o início a série apresente um suave erotismo (como nas roupas dos personagens), ele vai-se tornando cada vez mais declarado com as diversas fases (como se pode ver nas roupas dos vilões da série Super S e das Sailor Stars) e por vezes questões abertamente sexuais são apresentadas de uma maneira altamente estilizada, como os relacionamentos homossexuais.


Zoicite e Malachite foram provavelmente o primeiro grande choque para nós no ocidente, a mostra aberta de um relacionamento homossexual não-escondido e bem sucedido, embora na TV americana e brasileira Zoicite tenha sido transformado em mulher... Mas no original, ele era mesmo um rapaz e a tocante cena de sua morte nos braços de Malachite reforça a visão positiva do relacionamento de ambos. Mais tarde, na série S, temos um novo par romântico homossexual, desta vez dentre as próprias sailors, as protagonistas da série.


Haruka e Michiru deram muita dor de cabeça para a censura americana, mas aqui no Brasil os fãs já sabiam da história das duas pela Internet e ficaria muito mal transformá-las em "primas".


Novamente, um exemplo de relação homossexual bem sucedida, e desta vez entre duas mulheres, que ainda é muito mais discriminada do que a relação entre dois homens. O relacionamento entre ambas é mostrado de uma maneira extremamente discreta e sutil: afinal, não é preciso ficar mostrando cenas escandalosas para "tirar o pessoal do armário". A cena em que Haruka e Michiro estão sentadas à janela e acariciam as mãos uma da outra é uma das formas mais elegantes que já vi em animes para sugerir uma relação sexual e não tem nada de explícito ou ofensivo.


É interessante notar que a própria Serena é atraída por Haruka, mesmo depois de saber que ela é uma mulher. Serena é claramente hetero, mas esse episódio com Haruka mostra que alguém pode apreciar a beleza ou mesmo sentir atração por uma pessoa do mesmo sexo, sem que isso tenha que levar a uma mudança na sua orientação sexual.


Contudo, a sexualidade em Sailor Moon é preponderantemente heterossexual, e o que mais me chamou a atenção foi a atuação do Trio Amazonas, na série Super S (no anime, já que no mangá as coisas são um pouco diferentes).


Cada um dos integrantes do trio Amazonas tem interesse por um tipo de mulher (ou de homem, no caso de Olho de Peixe...) que está normalmente fora da faixa de idade considerada "boa" para atrair companheiros: Olho de Tigre gosta de mocinhas, jovens e ingênuas, enquanto Olho de Águia prefere mulheres maduras. Eles as seduzem com base em suas fraquezas e desejos específicos, mostrando-se como o "príncipe encantado" com o qual elas sonham e que ainda lhes é mais difícil encontrar, dada a "desvantagem" das idades. Olho de Peixe faz o mesmo com os homens, até se apaixonar por Darien. Todos são sedutores que querem usar suas "vítimas" para seu propósito de achar o "sonho maravilhoso" no qual o Pégasus se esconde.


Só que, convenhamos, esse negócio de "sonho" e "espelho dos sonhos" é quase explícito: por que algemar as pessoas àquela tela para retirar-lhes os espelhos? Por que as pessoas gritam tanto e ficam tão envergonhadas em ter seus "sonhos" revelados? (reparem bem que as pessoas exibem a mesma "coradinha do rosto" que é uma das convenções em animes para situações de vergonha, mas também de excitação). Por que os integrantes do Trio Amazonas "se enfiam" nos espelhos e fazem sons que mostram estarem se divertindo muito? Bom, pessoal, sinto muito, mas se eu já vi um caso de estupro estilizado, é esse (desculpem pela linguagem forte, mas é isso aí mesmo!). Poderíamos até pensar que a "moral da história" é: mocinhas e senhoras, cuidado para não cair na conversa dos sedutores de plantão, porque tudo que eles querem é sexo!


Com essa interpretação das ações do Trio, teríamos mais um elemento de reforço a favor do "amor romântico", principalmente porque é o amor de Olho de Peixe por Darien que acaba desencadeando os acontecimentos que os levam a renascer como humanos. E se quisermos entender os "lindos sonhos" de que tanto se fala (e que o Trio Amazonas não tinha) como um relacionamento que não é apenas sexual com vistas à obtenção de vantagens pessoais, temos novamente a moral perfeitinha que se espera encontrar em desenhos animados (com a diferença de que as pessoas envolvidas não precisam ser necessariamente de sexos diferentes...).


Ainda uma outra faceta da sexualidade foi abordada na série Stars: a questão da mudança de sexo ou da androginia. Devo dizer que achei essa idéia dos três rapazes se tornarem mulheres muito louca, mas ela acaba dando margem a muitas coisas interessantes.

Já abordei a questão das Sailor Stars na página sobre a androginia, quando disse que Seiya já havia entrado em contato com sua "porção mulher". Pois é, na psicologia jungiana (se não me engano), há essa noção derivada da filosofia oriental do yin/yang, ou feminino/masculino. Segundo essa idéia, cada pessoa teria um lado feminino e um masculino em sua personalidade, independente de seu sexo físico (embora eu ache que isso se refere mais às características psicológicas geralmente atribuídas a cada sexo, como: passividade/ agressividade, criação/ destruição etc.). Assim, não haveria razão para evitar comportamentos que geralmente não são vistos como típicos de um dos sexos (como homens chorarem ou mulheres "chegarem" em homens para namorá-los), já que a potencialidade para ambos estaria dentro de cada um.


Outra coisa que me chamou a atenção sobre esse tema foi um documentário sobre mulheres no Japão que eu vi na TV há algum tempo. Apesar de mostrar que as mulheres ainda são muito discriminadas e oprimidas no Japão (como a moça que comparou as mulheres a um bolo de Natal: cobiçadas por todos até a véspera do 25 (aniversário) e depois tratadas como "saldo"), o documentário também mostrou uma pesquisa feita entre os homens japoneses com a pergunta: "o que você gostaria de ser se não fosse um homem", que teve como resultados: em 1o. lugar: um pássaro e em 2o. lugar: uma mulher! Acho que deve ser porque os homens japoneses também parecem ser muito oprimidos e sobrecarregados no trabalho e têm a impressão de que as donas de casa têm mais tempo para si mesmas (ledo engano!). Seria interessante saber que resultados essa pesquisa teria entre as mulheres, mas o desejo de se libertar das "limitações" ou da "opressão" do seu papel sexual parece surgir em todas as sociedades...


O que realmente acho interessante em Sailor Stars é que a transformação ficou bastante convincente. O desenho dos personagens é bastante andrógino, mas com o equilíbrio certo na forma do corpo e na expressão do rosto. Não temos a menor impressão de que Seiya e os outros sejam homossexuais enquanto estão em suas formas masculinas (o mesmo talvez não valha para suas versões femininas, quando vemos como eles se dedicam à Princesa e na maneira de Sailor Fighter se relacionar como Serena - o que, afinal, faz sentido, porque na realidade eles são homens...). Quando se transformam, as Sailor Stars são bastante agressivas e combativas, bastante na linha de Haruka, o que seria um tipo de pessoa que integrasse as duas sexualidades. É também bastante ousada a cena da transformação dos/das três, quando vemos seus corpos mudarem de masculinos para femininos com alguns poucos traços.
É interessante ainda notar que as roupas das Sailors Stars têm uma forte influência SMDB (couro preto, justinho, botas altas etc.) e são certamente muito mais explícitas do que qualquer outra roupa na série.


Mas por que isso, se Sailor Moon é uma série para meninas? Acho que a explicação é a mesma que já expus na página da androginia: para que as moças possam se identificar com personagens que não estejam presas pelas condições normalmente "impostas" às mulheres (ser gentil, delicada, medrosa, conciliadora, passiva...), mas que também não deixem de ser "femininas" e que usem os atributos das mulheres, ou seja, não pareçam brutamontes masculinizadas quando esse não é o único meio de ser atuante e combativa. Será essa a função da figura da "dominatriz"?
Novamente, Serena se encontra na situação de estar sendo atraída por outra pessoa além de Darien, e desta vez é Seiya, uma pessoa que parece incorporar tanto as boas qualidades de Darien como as de Haruka, que faz balançar o seu coração. Parece o sonho perfeito, não? Estar com uma pessoa que pode atender ao mesmo tempo os lados feminino e masculino! Mas na verdade, se todos têm os dois lados, todos podem satisfazer a esse desejo, não é? Basta saber onde procurar...


Novamente, Serena se vê sendo "infiel" a Darien, mas é fácil entender o porquê: ele aparentemente a deixou sem qualquer notícia e mesmo o amor mais profundo pode sucumbir frente à falta de interesse. Além do mais, Serena é comprometida, mas não está morta... é natural que se interesse por uma pessoa como Seiya, que parece tratá-la até melhor do que Darien. Novamente temos aqui a fantasia feminina de ter todos os homens interessantes a seus pés, para que ela possa escolher o melhor (e ainda mais um outro, de reserva...).


Bom, eu quis aqui apenas levantar alguns pontos que me chamaram a atenção em Sailor Moon, uma série que é geralmente desdenhada como uma bobagem romântica para menininhas, mas que realmente aborda abertamente a sexualidade feminina de uma maneira a meu ver assombrosa para os nossos padrões, "driblando" a censura tão completamente em todo o mundo ocidental. O sucesso da série mostra que as pessoas em geral estão interessadas em uma visão feminina do mundo e que mulheres gostam de animes voltados para elas, que respeitem suas fantasias sem julgamentos radicais ou estereótipos redutores. Dá-lhe Sailor Moon, precursora do girl power (pero sin perder la ternura jamás)!


Fonte: Mundo de Elbereth


Bem pessoal, é isso. Espero que tenham gostado da matéria.
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sab 16 Out 2010 - 18:55

Essa conclusão ficou SUNsacional!
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sab 16 Out 2010 - 19:05

curioso, uma conclusão explendida =)
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sab 16 Out 2010 - 19:11

Nuss essa conclusão foi phoda
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Sab 16 Out 2010 - 23:15

Li a segunda parte, que ainda não tinha lido e a conclusão, o que posso dizer, o artigo é incrível, a autora expôs muito bem o assunto, me deixou de queixo caído.

Valeu Kisa, por postar um artigo nota 1000.
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Seg 18 Out 2010 - 17:40

Eu também achei que a autora foi bastante perspicaz ao abordar os assuntos trabalhados no texto.

Ele, embora seja longo, não é um texto cansativo nem massivo.

Que isso Haruka shaushaushauhs *-*
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Ter 9 Nov 2010 - 16:17

galera
eu fiquei a noite inteira lendo tudo isso, fiquei fascinado. este artigo foi demais,f*da mesmo. olha, explendido demais. mas uma coisa que pude perceber é que isso se aplica apenas aos mangas orientais, certo? não vi falarem de mulher maravilha, de xena ou de matha-hari. claro, muitos apsectos podem ser disutidos em animes e mangas, causo que eu acho incrivel por exemplo em Sacura card captors, primeiro enredo historico que pude conhecer de sentimentos homosexuais, tanto de homem para homem quanto mulher para mulher. e mais incrivel ainda que já pude perceber na filosofia dos animes, mais ainda em sailor moon, que seus vilões podem ser perduados, coisa que até um tempo atras era visto como sem graça. resumindo, demais mesmo. ponto de vista perfeito. detalhe na decada de 90, quando passava sailor moon, todos em casa paravam para assistir junto comigo, desde minha mãe e minha tia, aos meus tios, minha avó e meu avô,(nosso grande patriarca).

PS: sim, o Darien realmente é um pastel. embora eu adore tudo em sailor moon, meu complexo masculino define que ele é um pessimo heroi, muito limitado, não tem nenhum atributo para ser o amor de serena, pelo menos eu não vejo isso
ou seja, é pastel

uhauauhauha
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MensagemAssunto: Re: [ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon   Hoje à(s) 18:20

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[ARTIGO] A Silenciosa Revolução Sexual de Sailor Moon

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